Peritos, delegados e agentes federais dão voto de confiança a novo diretor da PF

Alexandre Ramagem durante solenidade em que foi empossado na direção da Agência Brasileira de Inteligência (Abin)
Alexandre Ramagem durante solenidade em que foi empossado na direção da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) Foto: Valter Campanato - 11.jul.2019/ ABr

Basília Rodriguesda CNN

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Em grupos de celular, notas públicas e conversas, delegados e agentes da Polícia Federal defenderam que o novo diretor geral da PF e também o ministro da Justiça estabeleçam um compromisso com a autonomia da corporação em investigar. Ambos são considerados experientes para assumir as novas funções, mas a proximidade com o governo levanta dúvidas da opinião pública.

Alexandre Ramagem é o novo diretor e também amigo do presidente Bolsonaro e filhos. André Mendonça já era ministro de governo em uma área que defende os atos assinados pelo presidente e pela União, em qualquer ação na Justiça.

O clima é de que foi dado um voto de confiança. Em nota, a Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais afirmou que acompanha atentamente a nomeação dos dois e, ao mesmo tempo, fala que segue vigilante para atuar contra qualquer interferência política.

“Ambos têm qualidades para desempenhar as funções. Neste momento conturbado, no entanto, é necessário que o ministro e o diretor-geral demonstrem repúdio e atuação concreta contra qualquer possibilidade de interferência política nos trabalhos da Polícia Federal, que é uma instituição de Estado”, afirmam os peritos.

Já os delegados chegaram à  conclusão de que vão acolher o novo diretor da PF, lembrando o compromisso com a credibilidade da instituição. Em manifestação já expressa em carta aberta ao presidente, os delegados apontam para o risco de instabilidade e cobram aprovação de uma proposta de autonomia, apesar do texto em tramitação no Congresso não ser consenso dentro da própria corporação.

Desde o início, outra entidade, a Federação Nacional dos Policiais Federais já havia manifestado apoio, com convite de trabalhar em parceria e novamente sem interferências políticas – compromisso este colocado à prova diante do avanço de investigações contra aliados do governo Bolsonaro.

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