Peso da aprovação da PEC dos Benefícios nas eleições é tema de debate na CNN
Aline Sleutjes e Kim Kataguiri discordaram entre si sobre impactos da proposta que promove benefícios sociais em meio à corrida eleitoral
Em debate realizado pela CNN nesta quinta-feira (14), os deputados federais Aline Sleutjes (Pros-PR), vice-líder do Governo na Câmara, e Kim Kataguiri (União Brasil-SP) discordaram sobre os impactos da PEC dos Benefícios, aprovada ontem (13) pela Câmara dos Deputados.
Para a Sleutjes, a motivação da proposta — que, entre outras medidas, aumenta o valor do Auxílio Brasil e do vale-gás e cria auxílios para caminhoneiros e taxistas — não está relacionada com a proximidade das eleições. "Eu vejo que não é uma questão eleitoreira, porque esse governo fez muitas ações durante todos esses três anos e meio", afirmou.
"Isso vem em uma medida de urgência, de emergência, para sanar a fome, para sanar o custo dos combustíveis, para ajudar os nossos caminhoneiros, que são responsáveis pelo transporte de todas as mercadorias do nosso país, para reduzir, imediatamente, o custo de vida do cidadão", defendeu a deputada.
O texto-base da PEC foi aprovado em segundo turno com 469 votos a favor, 17 contra e 2 abstenções. Kataguiri, contrário à proposta, criticou a decisão. "PT e Bolsonaro se articularam para votar, e as esquerdas de maneira geral com Bolsonaro e com o centrão votando a favor dessa PEC, os petistas também por razões eleitorais. Eu acredito que, no final das contas, essa PEC vai acabar sendo um 'tiro no pé' do Bolsonaro", avaliou.
Segundo o deputado, o aumento dos auxílios deveria envolver corte de gastos. "Poderia aumentar, com responsabilidade fiscal, até para 1000 reais. Agora, suspender as leis fiscais do país e conceder o aumento sem cortar gastos: isso é irresponsabilidade."
A expectativa é de que a PEC dos Benefícios seja promulgada até sexta-feira (15).
Em relação ao período de vigência dos benefícios, Sleutjes afirmou que "temos que levar em consideração que ele é emergencial e essas ações vão acontecer até dezembro. E isso já tem um custo de R$ 41 bilhões e não existe marmita de graça".
Na avaliação de Kataguiri, o ano de 2023 deve trazer maiores dificuldades para a população carente. "A população mais pobre, no próximo ano, vai ficar absolutamente mais miserável, passando fome, como já está comprando agora orelha de porco, como já está comprando agora pé de frango", considerou.



