Pesquisa: 85% dos brasileiros defendem a regulação das redes sociais
Levantamento do Instituto Locomotiva revela ainda que o projeto é ainda mais expressivo entre os eleitores de esquerda, onde chega a 94%, mas também apresenta alto índice entre os de direita, com 75%

Uma pesquisa do Instituto Locomotiva mostra que 85% dos brasileiros defendem a regulação das redes sociais, enquanto 7% discordam e 8% não concordam e nem discordam. O levantamento revela ainda que o projeto é ainda mais expressivo entre os eleitores de esquerda, onde chega a 94%, mas também apresenta alto índice entre os de direita, com 75%.
A pesquisa foi realizada entre 11 e 14 de agosto de 2025 com 1.500 entrevistas em todas as regiões do país. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos.
O instituto aferiu também que, para 82%, crianças e adolescentes estão muito expostos nas redes sociais, enquanto 3% acham que eles não estão sendo expostos e 15% consideram que estão sendo um pouco expostos.
Ainda, 81% dos entrevistados concordam que eles estão vulneráveis sem regulação. Já 9% discordam e 10% não concordam e nem discordam.
Governo e as big techs
O governo federal deve se reunir com representantes no Brasil da Meta — responsável por Facebook, Instagram e WhatsApp — além de Google e TikTok, para apresentar o texto da proposta de regulamentação das redes sociais.
O objetivo é que as empresas tomem conhecimento da iniciativa antes que o projeto seja encaminhado ao Congresso Nacional. A proposta vem sendo elaborada por técnicos do Ministério da Justiça e da Secretaria de Comunicação Social (Secom) e está em análise na Casa Civil há cerca de dois meses.
Segundo o texto, a ANPD (Autoridade Nacional de Proteção de Dados), vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, teria competência para determinar a exclusão de publicações. A medida seria direcionada a conteúdos relacionados a crimes como racismo, exploração sexual infantil, incentivo ao suicídio e ataques contra o Estado Democrático de Direito.
As empresas que descumprirem as determinações poderão sofrer suspensão temporária, além de estarem sujeitas a sanções como multas, advertências e a exigência de manter representação legal no país, a fim de facilitar a comunicação com autoridades e usuários brasileiros.
Nesta manhã, em entrevista à Itatiaia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender a regulação das big techs no Brasil, mesmo após a ameaça do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em tarifas "substanciais" aos países que "atacam" as corporações dos EUA.
"Todas as empresas, de qualquer nacionalidade que estejam implantadas no Brasil, elas se submetes a legislação brasileira e nós vamos regular", disse o presidente, deixando claro que as empresas tecnológicas americanas devem ser reguladas em breve.


