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    Petistas veem aceno sutil de Lula à base e cobram tom mais crítico sobre Israel

    Lula pediu ao Hamas que liberte crianças israelenses e a Israel que cesse os bombardeios, para que crianças palestinas possam deixar a Faixa de Gaza

    Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

    Clarissa Oliveirada CNN

    em São Paulo

    Líderes petistas enxergaram na recente postagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o conflito entre Israel e Hamas um aceno, mesmo que sutil, à base partidária. Integrantes da legenda ouvidos pela CNN disseram ter visto nas declarações do presidente um “equilíbrio” maior, ao pedir que tanto o Hamas quanto Israel poupem crianças afetadas pelo conflito.

    Nesta quarta, Lula foi às redes sociais para tratar novamente do conflito. O presidente pediu ao Hamas que liberte crianças israelenses e a Israel que cesse os bombardeios, para que crianças palestinas possam deixar a Faixa de Gaza.

    No sábado (7), a primeira nota emitida pelo presidente provocou forte reação de alas de esquerda do partido, que se queixaram da menção a atos terroristas praticados pelo Hamas sem que houvesse crítica a Israel.

    O PT tem um posicionamento histórico em apoio à Palestina. Mas integrantes da legenda reconhecem que, na condição de presidente do país que atualmente lidera o Conselho de Segurança da ONU, Lula tem de manter um tom neutro em relação ao conflito.

    “O presidente Lula acerta em manter uma posição de equilíbrio. Até porque o país está na Presidência do Conselho de Segurança da ONU”, disse o deputado Carlos Zarattini (PT-SP).

    “Temos que buscar uma solução para o conflito. Mas temos que ter um tom crítico tanto ao terrorismo do Hamas quanto ao terrorismo de Estado praticado por Israel”, emendou.

    As alas mais à esquerda no partido, por outro lado, comemoraram a manifestação feita ontem pela presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann.

    Nas redes, Gleisi comentou a severidade da resposta de Israel aos ataques do Hamas, criticou o que descreveu como o “confinamento” de dois milhões de palestinos “em um verdadeiro campo de concentração” e emendou: “O que se anuncia, sob pretexto de retaliação militar e segurança de Estado, é um massacre com dimensões de um genocídio”.

    Gleisi, entretanto, repudiou a violência e se solidarizou com “vítimas de todas as partes” e pediu que o governo atue com firmeza por um cessar-fogo.

    VÍDEO: Lula faz apelo por crianças palestinas e israelenses em meio à guerra