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    Petrobras fura poço em novembro no RN e amplia expectativa sobre Foz do Amazonas

    Ideia é que, se for verificada a viabilidade, outros poços no entorno sejam perfurados também

    Caio Junqueirada CNN

    São Paulo

    A Petrobras pretende começar a perfurar o poço na bacia potiguar na margem equatorial brasileira em novembro, e a expectativa é de que em março do ano que vem já se tenha uma avaliação sobre sua viabilidade comercial.

    A expectativa é que a exploração no Rio Grande do Norte abra espaço para que o Ibama autorize a perfuração na bacia da Foz do Amazonas.

    “Eu diria que a efetiva perfuração vai ser daqui a três ou cinco semanas”, disse à CNN o diretor-executivo de Exploração e Produção da Petrobras, Joelson Falcão.

    “A gente contratou uma sonda de perfuração que ia perfurar o poço do Amapá e, na sequência, dois poços no Rio Grande do Norte. Quando nos foi negada a licença do Amapá, a gente deslocou essa sonda para outros trabalhos na bacia de Campos. Ela foi para lá, terminou o trabalho. Agora para ir para bacia Potiguar precisa fazer uma limpeza de casco que deve levar de duas a três semanas. E depois disso já vamos deslocá-la para o Rio Grande do Norte”, complementou.

    Segundo ele, a ideia é que, se for verificada a viabilidade, outros poços no entorno sejam perfurados também.

    “Um poço apenas não é suficiente para ter todas as informações. O tempo para verificar a viabilidade é de quatro, cinco meses de exploração. O esperado é que lá para março do ano que vem já tenhamos concluído e se tenha uma noção da viabilidade comercial”, disse.

    “Comprovando uma descoberta, a gente pode ter uma boa noção da viabilidade, mas o que costuma ocorrer é a perfuração de poços de extensão. Então a gente planeja fazer a verificação maior no entorno desse poço também.”

    Ele diz que a estatal ainda tem muita expectativa quanto à licença na bacia da Foz do Amazonas e que o ideal é que ela saia em até três meses para que a sonda se desloque do Rio Grande do Norte para o Amapá.

    “O melhor dos mundos seria, antes de terminar o poço, o Ibama nos autorizar no Amapá. A gente se prepara lá para fazer o mesmo: uma avaliação pré-operacional. Só que lá vai ser preciso que a sonda faça um simulado com um vazamento de gás. Se isso acontecer em dois, três meses, seria o ideal. A gente mobilizaria após o Rio Grande do Norte para lá”, afirmou.

    Ele considerou que a autorização na bacia Potiguar abriu espaço para toda a margem equatorial. “Estamos muito satisfeitos. Comemoramos muito. Isso pavimenta caminho para outras bacias (da margem equatorial)”, disse.

    Falcão afirmou que não é possível constatar qual bacia da margem equatorial teria mais petróleo, mas que pela produção dos países vizinhos a bacia da Foz do Amazonas tem uma expectativa muito alta.

    “O que a gente acaba tendo é expectativa de um pouco mais (de petróleo) no Amapá pelo que está acontecendo de exploração nas Guianas. Seria prematuro falar em quantidade, a gente avalia mais ou menos por similaridade das características e aí a gente acaba tendo expectativa maior lá (no Amapá). Estamos otimistas”, declarou à CNN

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