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    PF abre inquérito para investigar ameaças a juiz que mandou prender Milton Ribeiro

    Conselho Nacional de Justiça recomendou que o TRF-1 adote as medidas de segurança

    Kenzô MachidaGabriela Coelho

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    A Polícia Federal (PF) abriu inquérito para apurar os ataques ao juiz federal Renato Borelli, autor do mandado de prisão contra o ex-ministro da educação Milton Ribeiro.

    Segundo a PF, a condução desse inquérito conta com amplo auxílio da Justiça Federal. O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) também pediu informações na quinta-feira (7) e fez a recomendação que o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) adote as medidas de segurança.

    Documentos registram que o juiz federal relata uma rotina de ataques e ameaças nas redes sociais e apenas nesta semana o magistrado sofreu dois ataques físicos. A CNN apurou que comitê de segurança do TRF-1 até o momento preparou apenas um documento relatando as ameaças, mas não ouviu o juiz e nem tomou providências para a segurança do magistrado.

    A CNN também apurou que o juiz já avisou ao Ministério Público Federal (MPF) que sofreu invasão em sua conta nas redes sociais. Além disso, o magistrado recebeu cerca de 800 ameaças de perfis bolsonaristas.

    Nesta semana, o magistrado sofreu também dois ataques físicos. Um deles ocorreu na noite de quarta-feira (6) enquanto o juiz dirigia retornando para casa. O incidente ocorreu quando Renato Borelli estava no caminho de casa e passou por uma área de mata. Na ocasião, teve o carro atingindo por fezes humanas misturadas com esterco de animais.

    Na quinta-feira (7) sofreu um novo ataque também enquanto dirigia, no início da tarde após deixar sua residência na capital federal. O carro do magistrado foi atingido por ovos e terra. O juiz não se feriu. A informação foi confirmada pela Justiça Federal.

    A CNN apurou que o magistrado já prestou dois depoimentos para o Ministério Público, um na semana passada e outro nesta semana.

    Procurado, o TRF-1 afirmou que, “em decorrência do sigilo imprescindível a tais situações, não fornece nenhuma informação acerca de medidas tomadas para a proteção de seus magistrados em circunstância de ameaça e que não poupa esforços para que haja plena segurança pessoal e profissional”. “Nesse intuito, o Tribunal mantém colaboração com outros órgãos competentes, de controle e de investigação”, finalizou.

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