PF deflagra nova fase de operação contra fraudes em licitações públicas

Ação é desdobramento de investigação iniciada em novembro do ano passado. Na época, a Polícia Federal revelou um esquema de corrupção e lavagem de dinheiro por um grupo que utilizava de contratos públicos de fornecimento educacional como fachada para o desvio

Da CNN Brasil, Brasília
Compartilhar matéria

A PF (Polícia Federal) deflagrou, nesta quinta-feira (15), uma nova fase da operação Coffee Break, que apura fraudes em processos de licitações públicas.

Ao todo, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão em São Paulo. Armas e munições foram apreendidos. Também foram emitidas medidas de constrição patrimonial.

De acordo com a PF, os investigados poderão responder, na medida de suas responsabilidades, por crimes relacionados à corrupção ativa e passiva, peculato, fraude em licitação, lavagem de dinheiro, contratação direta ilegal e organização criminosa.

A ação desta quinta é um desdobramento da operação iniciada em novembro do ano passado, quando a PF cumpriu 50 mandados de busca e apreensão e seis de prisão preventiva nos estados de São Paulo e Paraná, além do Distrito Federal.

Na época, as investigações resultaram na prisão do vice-prefeito de Hortolândia (SP), Cafu César (PSB), e do secretário de Educação do município, Fernando Moraes.

Entenda

A operação Coffee Break teve início em novembro do ano passado, a partir da identificação de irregularidades em processos licitatórios municipais relacionados à aquisição de kits de robótica e livros didáticos.

Na época, a PF notou uma empresa de pequeno porte, que movimentou valores muito superiores à sua capacidade operacional e financeira, com parte dos pagamentos realizado com recursos do FUNDEB.

A investigação revelou um esquema de corrupção e lavagem de dinheiro no grupo que utilizava de contratos públicos de fornecimento educacional como fachada para o desvio. De acordo com a PF, o dinheiro público era fragmentado por meio de transferências bancárias para diferentes empresas a partir de boletos, contas de empresas de fachada, conversão parcial e saques em espécie.