PF está à vontade para trabalhar no caso Master, diz Haddad à CNN

Pré-candidato ao governo de São Paulo afirmou ainda que se recusou a receber Daniel Vorcaro "várias vezes" enquanto era ministro da Fazenda por ter sido "alertado"

Helena Prestes, Lucas Schroeder, Leticia Martins e Leticia Martins, da CNN Brasil, Brasília e São Paulo
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O ex-ministro da Fazenda e atual pré-candidato ao governo de São Paulo pelo PT, Fernando Haddad, afirmou à CNN Brasil nesta quarta-feira (15) que a PF (Polícia Federal) está "à vontade" para trabalhar no caso envolvendo o Banco Master, de Daniel Vorcaro.

"A Polícia Federal está fazendo um trabalho exemplar, com a autonomia que ela sempre teve nos governos do PT. Ela tá investigando quem quer que seja e eu espero que puna quem quer que seja, independentemente de qualquer coisa. Acho que a Polícia Federal está se sentindo à vontade pra fazer o seu trabalho", disse.

"Tá todo mundo livre para fazer o seu trabalho, o que é fazer o seu trabalho, é perseguir alguém? Não. É investigar as pessoas e levar ao conhecimento do Judiciário as condutas ilícitas, independente se essa pessoa é filiada a A, B ou C", prosseguiu Haddad.

O pré-candidato ao governo de São Paulo afirmou ainda que se recusou a receber Daniel Vorcaro "várias vezes" por ter sido "alertado".

"Eu, que sou da Fazenda, tinha uma equipe lá na lesão do balanço do Master, e eu me recusei várias vezes a receber essa figura porque todo mundo me alertava que aquilo era nitroglicerina, e eu não o recebi. E eu recebo tudo que era empresário, recebo um monte de gente", destacou.

Haddad cobrou também que "o Brasil precisa ter suas respostas" em relação ao caso do Banco Master, classificado pelo ex-ministro como "muito grave" e "a maior fraude bancária da história" do país.

"O país, diante de uma fraude banc´paria desta proporção, precisa ter suas respostas. A resposta pode vir por delação, e a agora, pela nova lei, a pessoa deve trazer indícios, uma comprovação das coisas, mas também por investigação. A delação não é o único caminho para chegar a verdade", afirmou.