PF mira Bolsonaro e filhos reagem com críticas nas redes sociais
“Não vão nos calar”, diz Flávio Bolsonaro após proibição de contato com o pai; medidas cautelares a Bolsonaro incluem tornozeleira
A imposição de medidas cautelares ao ex-presidente Jair Bolsonaro provocou forte reação de seus filhos nas redes sociais. As manifestações acontecem após o Supremo Tribunal Federal (STF) proibir, entre outras medidas, que Bolsonaro mantenha contato com outros investigados, incluindo seus filhos Carlos e Eduardo Bolsonaro, e que se aproxime de embaixadas ou diplomatas estrangeiros.
O deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) se manifestou em uma publicação no X, que recebeu com tristeza, mas sem supressa a decisão do ministro do STF Alexandre de Moraes. No texto, Eduardo diz que "há tempos denunciamos as ações do ditador Alexandre de Moraes — hoje, escancaradamente convertido em um gangster de toga, que usa o Supremo como arma pessoal para perseguições políticas. Mais uma vez, ele confirma tudo o que vínhamos alertando".
Ele reforça que as decisões de Moraes não vão silenciar milhões de brasileiros que são apoiadores do ex-presidente, "não vamos parar. Silenciar meu pai não vai calar o Brasil".
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) classifica a decisão como um ato de "ódio" e “humilhação proposital”. Em tom emocional, ele afirmou que a medida deixa “cicatrizes na alma” da família, mas reforça a motivação para continuar lutando por um “Brasil livre de déspotas”.
“Proibir o pai de falar com o próprio filho é o maior símbolo do ódio que tomou conta de Alexandre de Moraes”, escreveu Flávio. “Típico de uma inquisição que já tem a sentença pronta antes mesmo de começar.”
Flávio também mencionou a coincidência entre a data da decisão e o Mandela Day, celebrado em 18 de julho, sugerindo que se trata de um simbolismo de resistência. “Os humilhados serão exaltados”, escreveu, encerrando a publicação com uma declaração de apoio: “Fica firme, pai, não vão nos calar!”.
O vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) também usou as redes sociais para repercutir o caso, e disse que sua publicação não é como figura pública e sim como filho. Ele afirma que não é possível não se "revoltar" com a situação. Carlos diz que "minha revolta é também a revolta de milhões de brasileiros que veem, como eu vejo, a injustiça que está sendo cometida contra um homem honesto que dedicou a vida inteira a servir nosso país e a lutar pelo nosso povo".
As manifestações ocorrem no mesmo dia em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um pronunciamento em cadeia nacional criticando o que chamou de “chantagem” do governo dos EUA e afirmando que ninguém está acima da lei no Brasil.
O que diz Bolsonaro
Em nota, a defesa do ex-presidente afirmou que recebeu com “surpresa e indignação” a imposição das medidas cautelares ao ex-presidente.
“A defesa do ex-Presidente Jair Bolsonaro recebeu com surpresa e indignação a imposição de medidas cautelares severas contra ele, que até o presente momento sempre cumpriu com todas as determinações do Poder Judiciário”, afirmaram os advogados de Bolsonaro.


