PF prepara relatório sobre origem de notícias falsas sobre sistema eleitoral

Investigadores rastreiam publicações para identificar se têm a mesma origem e chegar ao topo da cadeia da produção e do financiamento de fake news sobre as eleições

Thais Arbex

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Um mês depois de o corregedor-geral do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Luis Felipe Salomão, determinar o bloqueio de repasses de dinheiro para canais que disseminam notícias falsas sobre o sistema eleitoral brasileiro, a Polícia Federal trabalha agora para identificar o que tem sido chamado de ‘caminho reverso’ das postagens divulgadas em redes sociais.

A CNN apurou que os investigadores estão rastreando as publicações para identificar se elas têm a mesma origem e, dessa forma, conseguir chegar ao topo da cadeia da produção e do financiamento de fake news sobre as eleições. O objetivo final é descobrir quem está lucrando com notícias contra, por exemplo, as urnas eletrônicas.

Nesta quinta-feira (23), Salomão se reuniu novamente com representantes de YouTube, Twitter, Instagram e Facebook para discutir o andamento das medidas sobre o bloqueio de repasses financeiros.

Segundo relatos à CNN de quem participou do encontro, as plataformas apresentaram dados financeiros sobre qual foi o impacto da desmonetização. A PF também vai compilar essas informações em um único relatório, a ser apresentado ao TSE em 15 dias.

Desde a decisão do corregedor do TSE, os valores que seriam repassados a canais que divulgam notícias falsas estão sendo depositados em uma conta judicial vinculada ao tribunal.

Participantes do encontro disseram à CNN em caráter reservado que as plataformas têm adotado postura colaborativa com a Justiça eleitoral. As empresas têm repetido que a eleição presidencial no ano que vem no Brasil é prioridade zero para elas e que estão concentradas em contribuir com o avanço da regulação de medidas que combatam desinformação sobre o sistema eleitoral.

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