PGR avalia denunciar Zema por difamação fora de inquérito das fake news

Gilmar Mendes pede que o ex-governador seja investigado após compartilhar vídeo, produzido com inteligência artificial, em que dois fantoches representando o decano e Dias Toffoli discutem o caso Master

Teo Cury e Gustavo Uribe, da CNN Brasil, Brasília e São Paulo
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A PGR (Procuradoria-Geral da República) estuda que solução dará ao pedido do ministro Gilmar Mendes de inclusão do ex-governador Romeu Zema (Novo-MG) no inquérito das fake news, que tramita há sete anos no STF (Supremo Tribunal Federal).

A equipe do procurador-geral da República, Paulo Gonet, se debruça agora sobre quais crimes poderiam estar abarcados no caso, se há alguma relação com o inquérito das fake news e se o ex-governador poderia ser incluído no processo.

Uma das alternativas avaliadas é a apresentação de uma denúncia contra Zema por difamação contra o ministro fora do inquérito conduzido por Moraes. O entendimento preliminar é o de que o episódio diz respeito a crime contra a honra e não tem gravidade suficiente a ponto de acarretar em inclusão no inquérito das fake news.

O decano do tribunal solicitou a Alexandre de Moraes, responsável pela investigação, que Zema fosse investigado após compartilhar um vídeo, produzido com inteligência artificial, em que dois fantoches representando Gilmar e Dias Toffoli discutem o escândalo do Banco Master.

Moraes repassou a solicitação do colega ao procurador-geral. Zema rechaçou a iniciativa de Gilmar, dobrou a aposta, seguiu publicando vídeos com críticas aos ministros e ganhou quase 1 milhão de seguidores nas redes sociais em uma semana.