PGR discordou da operação determinada por Alexandre de Moraes

Consultado por Moraes, Aras afirmou, em parecer enviado na semana passada, que concordava apenas com a necessidade de ouvir o ex- deputado Roberto Jefferson

Procurador-geral da República, Augusto Aras, durante cerimônia de posse
Procurador-geral da República, Augusto Aras, durante cerimônia de posse Foto: Adriano Machado - 02.out.2019/Reuters

Fernando Molicada CNN

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O procurador-geral da República, Augusto Aras, não concordou com a realização de quase todas as operações feitas hoje, pela Polícia Federal, no inquérito que apura fake news e ataques ao Supremo Tribunal Federal. As buscas foram determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF.  

Consultado por Moraes, Aras afirmou, em parecer enviado na semana passada, que concordava apenas com a necessidade de a PF ouvir o ex- deputado Roberto Jefferson, que divulgou em redes sociais foto em que aparecia segundo uma arma e dizia se preparar para combater o comunismo a ditadura, a tirania, os traidores e os “vendilhões da pátria”. 

Ao contrário de sua antecessora na PGR, Raquel Dodge, Aras não considera que o inquérito seja ilegal por ter sido aberto por determinação do presidente do STF, Dias Toffoli, e não por solicitação do Ministério Público. Mas, para ele, todas as conclusões têm que ser enviadas para a PGR, que, no futuro, definirá pela abertura de processos e eventual apresentação de denúncias.

Aras, até o início da tarde desta quarta (27), ainda não havia se pronunciado sobre a legalidade das operações determinadas por Moraes.

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