PGR diz não ver desvio de finalidade de Bolsonaro na troca no comando da PF
No mês passado, Bolsonaro trocou o diretor-geral da PF, nomeando o ex-secretário-executivo do Ministério da Justiça Márcio Nunes para o cargo

A Procuradoria-Geral da República disse, em manifestação encaminhada ao Supremo Tribunal Federal na quinta-feira (17), que não vê desvio de finalidade nas trocas feitas pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) no comando da Polícia Federal.
No mês passado, Bolsonaro trocou o diretor-geral da PF, nomeando o ex-secretário-executivo do Ministério da Justiça Márcio Nunes para o cargo no lugar de Paulo Maiurino.
A PGR opinou sobre um pedido feito pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) em meio ao inquérito que apura possível interferência do presidente Bolsonaro na PF.
A investigação foi aberta após declaração do ex-ministro da Justiça Sergio Moro, que pediu demissão do governo e, em seu pronunciamento de despedida, disse que o presidente teria tentado interferir na Polícia Federal para beneficiar familiares e aliados políticos.
No início do mês, porém, diante de nova troca no comando da PF, o senador Randolfe decidiu acionar o STF para que a nova mudança no órgão fosse investigada também.
A PGR argumentou que a tese levantada pelo senador –de que Bolsonaro estaria inferferindo novamente na PF– não foi acompanhada de provas.
“Tal argumentação é desprovida de qualquer suporte probatório mínimo que permita a inclusão de tal nomeação no contexto de investigação deste Inquérito e se revele suficiente para fundamentar a decretação de uma medida cautelar, tratando-se apenas de uma mera suposição por parte do requerente”, afirmou.


