PGR pede inquérito sobre tapa de deputado em colega na Câmara

Washington Quaquá discutiu com Messias Donato em sessão em dezembro do ano passado

Lucas Mendes, da CNN, Brasília
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A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou a favor da instauração de um inquérito contra o deputado Washington Quaquá (PT-RJ) pelo tapa que ele deu no também deputado Messias Donato (Republicanos-BA) no plenário da Câmara.

A manifestação foi assinada pelo vice-procurador-geral da República, Hindenburgo Chateaubriand Filho, nesta quarta-feira (3), e enviada ao ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro é o relator do caso na Corte.

No final de fevereiro, a Polícia Civil do Distrito Federal encaminhou ao STF o registro da ocorrência para “conhecimento e providências pertinentes”.

O episódio ocorreu no final de dezembro de 2023 durante sessão de promulgação da reforma tributária. Quaquá e Donato trocaram ofensas e empurrões.

O caso foi registrado na polícia por Messias Donato como possível cometimento do crime de injúria real.

Segundo a comunicação feita pelo deputado à polícia, depois de proferir “vários xingamentos”, como "seus viadinhos" e "vai tomar no cú", direcionados à bancada dos deputados de direita, Quaquá “teria desferido um forte tapa no lado direito de seu rosto enquanto a vítima tentava intervir para pacificar a situação”.

A CNN não conseguiu contato com a defesa de Washington Quaquá. O deputado não respondeu a reportagem. Na época do fato, Quaquá disse à CNN que não estava arrependido. “Ele tentou puxar meu celular e me empurrou. Eu não me arrependo. Faria tudo de novo. Recebi muitas mensagens de solidariedade”, disse Quaquá.

Questionado sobre as palavras homofóbicas usadas no plenário no bate-boca com os bolsonaristas, ele se defendeu.

“Ele me chamou de ladrão e eu chamei ele de viadinho. Não tenho nada contra a opção sexual dele. Podia ter chamado ele de advogadozinho, historiadorzinho ou bunda molezinho”, afirmou o deputado.

Também na época do caso, o deputado Messias Donato disse à CNN que se sentiu “humilhado” e que agia para cassar o mandato do colega.

“Ele saiu da parte do plenário onde fica a esquerda e foi até os conservadores. Se eu tivesse reação teria sido com a mão direita, porque sou destro. Me senti humilhado. Ele deu um tapa na cara das trincheiras que eu defendo”, disse o deputado do Republicanos.

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