Prime Time

seg - sex

Apresentação

Ao vivo

A seguir

    PGR pede que STF arquive investigação contra Ricardo Barros aberta após CPI da Covid

    Procuradoria considerou que inexistem indícios mínimos para se afirmar que ele tenha atuado em benefício de pretensões privadas

    Antonio Cruz/Agência Brasil

    Gabriela CoelhoGabriel Hirabahasida CNN

    Brasília

    A vice-procuradora-geral da República, Lindôra Maria Araujo, pediu que o Supremo Tribunal Federal arquive uma investigação que mira o líder do governo da Câmara, Ricardo Barros. Essa é uma das dez investigações abertas a partir do relatório final da CPI da Covid.

    A PGR considerou que inexistem indícios mínimos para se afirmar que Barros tenha atuado em benefício de pretensões privadas.

    “Exauridas as investigações preliminares, constata-se que os fatos em apuração não ensejam a instauração de inquérito sob supervisão do Supremo Tribunal Federal, tampouco contêm elementos informativos capazes de justificar, per si, o oferecimento de denúncia, estando ausente justa causa”, disse a PGR.

    A suspeita é de que Barros tenha cometido o crime de organização criminosa ao lado de outros investigados no processo de contratação da vacina Covaxin, a mais cara a ter negócio firmado com o Ministério da Saúde para ser usada no combate à pandemia.

    “A simples menção ao nome de parlamentar, bem como a mera possibilidade abstrata de envolvimento de congressista , autoridade detentora de prerrogativa de foro, por si só, não tem o condão de firmar a competência do Supremo Tribunal Federal, tampouco a atribuição da Procuradoria-Geral da República para a condução das investigações”, afirmou a PGR.

    Segundo a PGR, em seu depoimento ao Senado Federal, em nenhum momento, Barros nega sua relação de amizade com Francisco Feio Ribeiro, com Daniel Moleirinho Feio Ribeiro e com Emanuel Catori – estes últimos, sócios da Belcher Farmacêutica.

    “O deputado federal também confirma o vínculo familiar com Diego Campos, seu genro e sócio de Flávio Pansieri, advogado que atuava em nome da CanSino e da Belcher Farmacêutica junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Dessa forma, o que se tem é que a empresa farmacêutica tinha a pretensão de intermediar a negociação de vacinas com o Estado, que, inclusive, restou frustrada por questões de compliance”, disse a PGR.