"Pior momento possível para agir", diz Flávio sobre tarifas dos EUA

Durante audiência em Washington, o senador voltou a falar sobre impacto de tarifas antes das eleições

Leticia Martins, da CNN Brasil, Alessandra Freitas, colaboração para a CNN Brasil, São Paulo e Washington
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Nos Estados Unidos, o senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL) voltou a falar sobre o impacto das tarifas extras de 25% sobre produtos brasileiros nesta terça-feira (7), durante audiência pública em Washington (EUA).

Segundo o parlamentar, "impor tarifas antes das eleições não é bom". Ele complementou ainda que "as tarifas de 25% penaliza todo o povo brasileiro — exceto justamente as autoridades responsáveis por essas decisões”.

Há 90 dias da eleição presidencial brasileira, Flávio disse que a imposição de tarifas neste momento "seria difícil de reverter — premiando aqueles que são responsáveis pelas ações em questão e punindo aqueles que suportaram suas consequências — seria o pior momento possível para agir”, continuou Flávio.

A audiência, organizada pelo USTR, sigla em inglês para Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos, órgão que conduz a investigação comercial aberta contra o Brasil, ocorre para discutir a possibilidade de imposição de uma tarifa extra de 25% sobre produtos brasileiros.

Flávio participa após ter enviado um um documento de 86 páginas às autoridades dos Estados Unidos. No material, ele solicita a suspensão do chamado tarifaço e pede que o Pix não seja incluído na disputa comercial entre os dois países.

"Pix não concorre com instituições americanas"

Em um discurso de cinco minutos, Flávio ainda falou sobre o Pix — meio de pagamento que é citado como um dos motivos para a recomendação de taxação de 25% sobre importações brasileiras.

Segundo Flávio, "o Pix não é um problema a ser corrigido. É uma solução. Ele ampliou a inclusão financeira ao trazer milhões de brasileiros — especialmente os mais pobres — para a economia formal. Esse avanço também beneficiou diretamente empresas americanas, já que o volume de transações processadas por cartões de pagamento emitidos por bandeiras dos Estados Unidos continuou crescendo paralelamente à ampla adoção do PIX, uma vez que essas empresas prestam serviços que se complementam, e não competem com o sistema brasileiro de pagamentos instantâneos”.

O senador destacou ainda que o Pix "não concorre com instituições americanas de pagamento".