PL teme que sanções dos EUA contaminem negociações para anistia
Bolsonaristas veem risco ampliado pela reação de Eduardo Bolsonaro a declarações de Paulinho da Força, relator da proposta
Integrantes do PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, temem que um anúncio de novas sanções dos Estados Unidos contra o Brasil possa prejudicar as negociações em torno do PL da anistia.
Para uma ala da sigla ouvida pela CNN, as sanções podem mirar mais autoridades brasileiras, em especial, ministros do STF (Supremo Tribunal Federal).
No início da semana, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou que o governo Trump responderá o Brasil após a condenação do ex-presidente.
Os detalhes da resposta, no entanto, não foram revelados.
No entorno bolsonarista, a avaliação é o risco ampliado pela reação do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) às últimas declarações de Paulinho da Força (Solidariedade-SP), relator da proposta.
Em uma dura declaração, postada nas redes sociais, o filho do ex-presidente criticou o deputado e chegou a defender que o parlamentar seja sancionado caso o texto do projeto trate apenas da dosimetria de penas aos condenados pelo 8/1.
Para o entorno do ex-presidente, uma eventual sanção contra o relator, ou mesmo contra magistrados, poderia contaminar as articulações pelo texto, em especial, a redução do tempo de prisão de Bolsonaro em regime fechado.
Paulinho da Força é próximo a ministros do STF e já prometeu discutir a proposta com magistrados.


