PL tenta minimizar queixas internas depois da filiação de Bolsonaro

Uma reunião marcada para esta terça-feira (7) irá debater a possível saída do vice-presidente da Câmara, Marcelo Ramos (PL-AM), do partido

Fernanda Pinottida CNN

Em São Paulo

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Após a filiação de Jair Bolsonaro, o Partido Liberal (PL) tem organizado uma série de mudanças locais para acomodar os aliados do presidente da República. Essa situação tem abalado a base do partido, que começou a receber reclamações de prefeitos e vereadores sentindo seus currais eleitorais “invadidos”. As informações são da âncora da CNN Daniela Lima.

Dentre as reorganizações esperadas por Bolsonaro está a candidatura de seu ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, ao governo de São Paulo em 2022 e a tentativa de colocar o deputado Vitor Hugo (PSL-GO) em uma posição estratégica no partido. Além disso, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) passaria a comandar o PL no Rio de Janeiro.

A direção da sigla tem recebido muitas reclamações de políticos locais e tenta evitar uma debandada. Cinco deputados federais já devem sair do partido após a chegada de Bolsonaro.

Nesta terça-feira (6), acontece uma reunião entre o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e o vice-presidente da Câmara dos Deputados, Marcelo Ramos, para debater a possível saída deste da legenda. Ele se declarou como oposição de Bolsonaro desde que a ida do presidente para o partido começou a ser ventilada.

Segundo aliados de Valdemar Costa Neto, ele teria dado ao deputado Ramos total liberdade para fazer campanha como quisesse caso ficasse no PL. Neto também teria assegurado que a Justiça não seria acionada por infidelidade partidária caso o vice-presidente da Câmara decidisse sair.

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