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    Planalto quer ajuda de governadores para centralizar doações ao Rio Grande do Sul

    Sugestão foi do Comandante Militar do Sul, General Hertz Pires do Nascimento, responsável pela coordenação das ações de resgate em Porto Alegre

    Mayara da Pazda CNN em Brasília

    O governo federal irá propor que governadores dos 26 estados do país e do Distrito Federal centralizem as doações ao Rio Grande do Sul.

    Neste sábado (4), durante reunião da sala de situação para acompanhar a tragédia causada pelas chuvas no estado gaúcho, a Casa Civil definiu que as doações sejam feitas junto às respectivas unidades do Corpo de Bombeiros estaduais.

    A articulação com os estados será feita por meio da Secretaria de Relações Institucionais, com apoio da Secretaria de Comunicação da Presidência e da Casa Civil.

    Segundo o governo, após a centralização e triagem das doações, o material será encaminhado para as Bases Áreas do Galeão, no Rio de Janeiro, e de Guarulhos, em São Paulo, antes de serem enviadas ao Rio Grande do Sul.

    A decisão de centralizar as doações em unidades estaduais foi adotada após sugestão do Comandante Militar do Sul, General Hertz Pires do Nascimento, responsável pela coordenação das ações de resgate em Porto Alegre.

    “É importante que a população saiba que precisamos priorizar alguns tipos de itens neste momento. Agora, o que é mais necessário são colchões, roupas de cama e banho”, disse o militar.

    Forças Armadas, Força Nacional e cestas básicas

    Em meio à tragédia, o governo federal informou que trabalha com um efetivo de quase mil militares das Forças Armadas no Rio Grande do Sul. Ao todo, estão sendo usados 29 helicópteros, quatro aeronaves, 866 viaturas e 182 embarcações.

    De acordo com a Casa Civil, os militares já auxiliaram em 9.749 resgates na região.

    Segundo o Ministério da Justiça, durante a reunião da sala de situação deste sábado, ficou definido, o envio de 100 agentes por meio da Força Nacional, sendo 60 bombeiros e 40 policiais, para auxiliar no atendimento à população gaúcha.

    Também serão enviados ao estado 25 caminhonetes, dois ônibus, um caminhão e três botes de resgate.

    Além disso, o Ministério do Desenvolvimento Social pontuou que 92 mil cestas básicas foram disponibilizadas para a população atingida, sendo que 52 mil já estão em processo de entrega e outras 40 mil estão em trânsito.

    Rodovias interditadas e remoção de embarcações

    Na reunião deste sábado, a Polícia Rodoviária Federal informou que 61 pontos em rodovias federais apresentam algum tipo de interdição.

    Segundo a corporação, 56 interdições são totais e outras 5 interdições parciais.

    O ministro dos Transportes, Renan Filho, afirmou que cerca de 600 profissionais atuam no trabalho de recuperação das rodovias que foram danificadas.

    Além disso, Renan Filho disse que as duas embarcações reboque que colidiram com a Ponte do Guaíba devem ser removidas nas próximas horas.

    Nova visita de Lula

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) viajará para Porto Alegre neste domingo (5) para acompanhar a situação do Rio Grande do Sul.

    Está será a segunda ida do presidente ao estado. Ele esteve no Rio Grande do Sul na quinta-feira (2), onde visitou a cidade de Santa Maria, na região central.

    Lula será acompanhado pelos ministros Fernando Haddad (Fazenda), Camilo Santana (Educação), Nísia Trindade (Saúde), Rui Costa (Casa Civil), Renan Filho (Transportes), Alexandre Padilha (Relações Institucionais), Wellington Dias (Assistência Social), Silvio Costa e Filho (Portos e Aeroportos) e Waldez Góes (Integração).

    Tragédia no Rio Grande do Sul

    O número de mortos em razão dos temporais que atingem o Rio Grande do Sul subiu para 57 neste sábado, segundo boletim mais recente divulgado pela Defesa Civil.

    Há 67 desaparecidos e 74 pessoas feridas.

    A Defesa Civil calcula mais de 42 mil pessoas fora de casa, sendo que 9.581 estão em abrigos e 32.640 desalojadas, que recebem abrigo nas casas de familiares ou amigos.

    Ao todo, 300 dos 496 municípios do estado registraram algum tipo de problema, afetando 422,3 mil pessoas.