Polícia Civil colhe depoimento de Bolsonaro sobre arma apreendida em blitz

Agentes ficaram na casa do ex-presidente, em Brasília, por cerca de 40 minutos; defesa acompanhou depoimento

Helena Prestes, da CNN Brasil*, Taísa Medeiros, da CNN Brasil, Brasília
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A Polícia Civil do Distrito Federal compareceu na tarde desta terça-feira (23) à residência de Jair Bolsonaro (PL) para colher o depoimento do ex-presidente no âmbito do inquérito que apura a apreensão de uma arma registrada em seu nome durante uma blitz de trânsito.

A oitiva ocorreu de forma presencial, na casa de Bolsonaro, em Brasília. Uma equipe formada por um delegado e agentes da Polícia Civil esteve no local para coletar as informações. Os agentes permaneceram no local por cerca de 40 minutos. A defesa do ex-presidente também acompanhou o interrogatório.

Em via de regra, o depoimento não deve ser enviado de forma automática ao STF (Supremo Tribunal Federal), pois o caso tramita na esfera do DF. Existe, porém, a expectativa que o ministro Alexandre de Moraes requisite o material da oitiva.

O depoimento ocorreu na véspera do prazo limite de 90 dias de prisão domiciliar humanitária temporária concedido por Moraes a Bolsonaro, que vence nesta quarta-feira (24). O depoimento sobre a arma pode impactar na nova decisão do magistrado.

Após o depoimento, o advogado do Bolsonaro, Paulo Cunha Bueno, publicou uma nota em suas redes sociais. Segundo Bueno, o ex-presidente respondeu na mesma linha da resposta apresentada dias atrás, por escrito, ao ministro Alexandre de Moraes.

"Em momento algum houve intuito de descumprir qualquer determinação legal, sendo certo que se trata de episódio criminalmente acromático. Aguardamos que o inquérito, em trâmite na Polícia Civil do Distrito Federal, seja, em breve, arquivado", escreveu o advogado.

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