Polícia Federal treina policiais para segurança de candidatos à Presidência

Para receber a proteção da entidade, o candidato deve solicitá-la formalmente à PF

Torre da Polícia Federal
Torre da Polícia Federal Foto: OSÉ CARLOS DAVES/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Vianey Bentesda CNN

Em Brasília

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A Polícia Federal iniciou nesta segunda-feira (2) o treinamento na Academia Nacional de Polícia para policiais que poderão ser convocados a trabalhar na proteção dos candidatos à Presidência da República nas eleições deste ano.

Após a campanha de 2018, durante a qual Jair Bolsonaro (PL) foi ferido e Fernando Haddad (PT) sofreu ameaças, a PF editou uma Normativa destinada exclusivamente à proteção dos candidatos ao cargo político mais alto.

Antes da edição, a Polícia Federal seguia apenas uma portaria do Ministério da Justiça, que tratava genericamente do assunto.

Agora, o pedido para ter proteção nas eleições de 2022 deve partir do candidato à Presidência, após a homologação de sua candidatura em convenção. Ele deverá seguir alguns requisitos, como entregar informações de sua agenda com antecedência mínima de quarenta e oito horas, para avaliação dos riscos, além de informar a manutenção ou não dos compromissos.

O presidenciável também terá que fazer um relato de eventuais situações críticas relacionadas à campanha e que envolvam um maior risco.

A equipe de proteção deverá avaliar o grau de perigo, exposição do candidato junto aos eleitores e atividades de campanha. O candidato que se expuser espontaneamente aos riscos, terá que assumir as responsabilidades, como consta no Termo de Compromisso.

O presidenciável que não quiser a proteção policial, deverá deixar claro em um documento endereçado à PF.

A coordenação da equipe de segurança ficará a cargo de um delegado federal.

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