Políticos da direita criticam atos contrários ao PL da Dosimetria

Manifestações foram convocadas por movimentos sociais em diversas cidades brasileiras

Leonardo Ribbeiro, da CNN Brasil, Brasília
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Políticos da direita e aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) criticaram nas redes sociais os atos deste domingo (14) convocados por movimentos sociais contra o projeto de lei que reduz as penas dos envolvidos nos atos criminosos do dia 8 de janeiro de 2023.

“Prioridade absoluta aos próprios interesses e zero compromisso com a vida real do povo. Enquanto a esquerda milita na Paulista para proteger suas agendas, o brasileiro enfrenta a cesta básica mais cara, juros sufocando famílias e contas no vermelho dentro de casa”, escreveu o deputado federal Hélio Lopes (PL-RJ).

O deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) uso um vídeo da manifestação em Manaus em que um homem aparece gritando “sem anestesia”. Diante disso, o parlamentar postou: “petistas de Manaus erram nome do tema da manifestação. Sim! Esse é nível de burrice desse pessoal”.

Também deputado federal, o general Pazuello (PL-RJ) usou o mesmo vídeo para criticar a gravação. “Não é um simples erro. É o retrato de um movimento que não pensa, apenas repete. Gritam palavras de ordem sem entender o que defendem, guiados por discursos prontos e vazios”.

O deputado federal Giovani Cherini (PL-RS) é outro que fez críticas aos atos. “Na Paulista, o PT protesta, mas nem uma bandeira do Brasil à vista. Eles não amam o país, amam o poder”, relatou.

Atos

Os atos contra o chamado PL da Dosimetria ocorreram em várias cidades brasileiras, sobretudo nas capitais.

A proposta, que foi aprovado pela Câmara dos Deputados na madrugada da última quarta-feira (10), reduz as penas dos envolvidos na trama golpista, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e nos atos antidemocráticos do 8 de Janeiro. Com a aprovação na Câmara, o texto seguiu para análise do Senado.

O foco do PL da Dosimetria é a redução do cálculo das penas e, para isso, o texto lista condições e fixa porcentagens mínimas para o cumprimento da pena e progressão de regime. Para evitar "insegurança jurídica", o relator, deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), também deixou expresso na proposta que a remição da pena pode ser compatível com a prisão domicilia.