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    Políticos se dividem nas redes sociais sobre fala de Lula comparando ataques de Israel em Gaza ao Holocausto

    Assessor especial de assuntos internacionais da Presidência, Celso Amorim, afirmou à CNN que o presidente não vai se desculpar pelas críticas

    Manoela Carluccida CNN*Leonardo Ribbeiroda CNN

    São Paulo e Brasília

    Políticos de oposição e governistas se dividiram nas redes sociais ao longo do último final de semana, comentando a comparação feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, entre os ataques de Israel em Gaza com o holocausto.

    No X, alguns ministros saíram em defesa de Lula. Paulo Teixeira, ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar do Brasil, prestou apoio “às preocupações do presidente em relação ao conflito”.

    A ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara definiu como “corajosa” a fala do presidente: “que esse posicionamento incentive outros países a condenarem a desumanidade que estamos vendo dia após dia”, escreveu.

    Já o senador Ciro Nogueira, presidente do partido Progressistas classificou como “vergonhosa” a comparação. “O holocausto é incomparável e não pode ser naturalizado nunca. Em nome dos brasileiros, pedimos desculpas ao mundo e a todos os judeus, escreveu”.

    O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), configurou como “repugnante” a fala de Lula.

    O líder do governo na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE), fez uma publicação dizendo que “o povo judeu teve e tem o carinho e respeito do presidente”.

    “Não vamos aceitar manipulações de retóricas feitas por quem comete crueldade humanitária. Tenho certeza que o povo judeu repudia tamanha crueldade feita por esse governo [israelense] genocida de extrema direita”, completou.

    O deputado Alencar Santana (PT-SP) afirmou que Lula “está certíssimo ao denunciar o genocídio da Palestina por meio do massacre promovido pelo Estado de Israel”.

    “O mundo não pode permanecer omisso diante dos crimes de Israel, que ultrapassou e muito o seu legítimo direito à defesa e está executando um genocídio”, pontuou o parlamentar.

    O deputado Lindbergh Faria (PT-RJ) escreveu que o governo de Israel merece uma “reprimenda”, porque, segundo ele, o direito à autodefesa não é uma carta-branca para que se cometam atrocidades contra civis indefesos.

    A deputada Erika Kokay (PT-DF) afirmou que “Lula fez uma fala necessária e corajosa”. De acordo com ela, uma atitude que deveria ser tomada “por todos aqueles que se indignam com o genocídio que está em curso na Faixa de Gaza”.

    Fala de Lula

    Durante entrevista coletiva que encerrou sua viagem pela Etiópia, o presidente Lula afirmou que “o que está acontecendo na Faixa de Gaza não é uma guerra, mas um genocídio”.

    Além disso, fez uma comparação dos ataques em Gaza, com o Holocausto: “o que está acontecendo na Faixa de Gaza com o povo palestino não existiu em nenhum outro momento histórico. Aliás, existiu. Quando Adolf Hitler resolveu matar os judeus”.

    Segundo afirmou à CNN o assessor especial de assuntos internacionais da Presidência, o presidente não vai pedir desculpas por criticar os ataques do governo de Israel em Gaza.

    “Sempre tratamos de maneira muito respeitosa e defendemos a solução de dois Estados, mas não tem nada do que se desculpar. Israel é que se coloca numa condição de crescente isolamento”, afirmou Amorim.

    *Sob supervisão de Marcos Rosendo