Por “liberdade de expressão”, bancadas evangélica e da segurança articulam encontro com Bolsonaro

Reunião prevista para ocorrer no Palácio do Planalto tem como pano de fundo perdão concedido pelo presidente ao seu aliado Daniel Silveira

Larissa Rodrigues e Basília Rodrigues, da CNN, De Brasília
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Está marcada para às 16h desta quarta-feira (27) um evento no Palácio do Planalto batizado de “Ato pela Liberdade de Expressão”. Convocado pelas frentes parlamentares Evangélica e da Segurança Pública, o ato pretende dar apoio ao deputado Daniel Silveira (PTB-RJ), condenado pelo Supremo Tribunal Federa (STF) na semana passada após incitação de violência contra os ministros. O evento consta da agenda oficial do presidente Jair Bolsonaro (PL) como “encontro com parlamentares”.

No documento enviado ao governo federal solicitando o ato, deputados e senadores dizem que “o momento político no país requer equilíbrio, respeito à nossa Constituição e o fortalecimento da nossa democracia”.

Ainda de acordo com o ofício, “somente através do diálogo entre os Poderes” será possível “dar provas que a classe política brasileira está atenta aos anseios do nosso povo”.

Em documento enviado nesta terça-feira (26) ao presidente da bancada evangélica, deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), e ao presidente da Frente Parlamentar da Segurança Pública, deputado Capitão Augusto Rosa (PL-SP), o Palácio do Planalto confirmou o recebimento do ofício e a realização do evento às 16h desta quarta.

São aguardados ao menos 100 deputados e senadores no ato, segundo o deputado Capitão Augusto. Já Sóstenes destacou ainda que o ato em si não tem como foco apenas a situação do deputado Daniel Silveira, e sim, que pretende destacar “a importância da liberdade de expressão no Brasil”.

A expectativa é que o evento conte também com o apoio da Frente Parlamentar do Agronegócio. A bancada irá se reunir às 9h desta quarta para definir.

Silveira foi condenado pelo STF a 8 anos e 9 meses de prisão, em regime inicial fechado, por ter ameaçado ministros da Corte. O Supremo também determinou a perda do mandato e a suspensão dos direitos políticos do deputado, isso enquanto durarem os efeitos da condenação criminal. No entanto, na última quinta (21), o presidente Jair Bolsonaro concedeu um indulto individual ao parlamentar, perdoando a pena de prisão de Silveira.