Por “liberdade de expressão”, bancadas evangélica e da segurança articulam encontro com Bolsonaro

Reunião prevista para ocorrer no Palácio do Planalto tem como pano de fundo perdão concedido pelo presidente ao seu aliado Daniel Silveira

Presidente Jair Bolsonaro durante cerimônia no Palácio do Planalto
Presidente Jair Bolsonaro durante cerimônia no Palácio do Planalto 29/06/2021 REUTERS/Adriano Machado

Larissa RodriguesBasília Rodriguesda CNN

De Brasília

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Está marcada para às 16h desta quarta-feira (27) um evento no Palácio do Planalto batizado de “Ato pela Liberdade de Expressão”. Convocado pelas frentes parlamentares Evangélica e da Segurança Pública, o ato pretende dar apoio ao deputado Daniel Silveira (PTB-RJ), condenado pelo Supremo Tribunal Federa (STF) na semana passada após incitação de violência contra os ministros. O evento consta da agenda oficial do presidente Jair Bolsonaro (PL) como “encontro com parlamentares”.

No documento enviado ao governo federal solicitando o ato, deputados e senadores dizem que “o momento político no país requer equilíbrio, respeito à nossa Constituição e o fortalecimento da nossa democracia”.

Ainda de acordo com o ofício, “somente através do diálogo entre os Poderes” será possível “dar provas que a classe política brasileira está atenta aos anseios do nosso povo”.

Em documento enviado nesta terça-feira (26) ao presidente da bancada evangélica, deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), e ao presidente da Frente Parlamentar da Segurança Pública, deputado Capitão Augusto Rosa (PL-SP), o Palácio do Planalto confirmou o recebimento do ofício e a realização do evento às 16h desta quarta.

São aguardados ao menos 100 deputados e senadores no ato, segundo o deputado Capitão Augusto. Já Sóstenes destacou ainda que o ato em si não tem como foco apenas a situação do deputado Daniel Silveira, e sim, que pretende destacar “a importância da liberdade de expressão no Brasil”.

A expectativa é que o evento conte também com o apoio da Frente Parlamentar do Agronegócio. A bancada irá se reunir às 9h desta quarta para definir.

Silveira foi condenado pelo STF a 8 anos e 9 meses de prisão, em regime inicial fechado, por ter ameaçado ministros da Corte. O Supremo também determinou a perda do mandato e a suspensão dos direitos políticos do deputado, isso enquanto durarem os efeitos da condenação criminal. No entanto, na última quinta (21), o presidente Jair Bolsonaro concedeu um indulto individual ao parlamentar, perdoando a pena de prisão de Silveira.

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