"Por que agora ter compensação?", diz presidente da comissão do 6x1 à CNN

Para o deputado Alencar Santana (PT-SP) é preciso entender a realidade de cada setor, mas sem criar compensações

Leonardo Ribbeiro e Davi Alencar*, da CNN Brasil, Brasília
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O presidente comissão da Câmara que analisa a proposta de fim da escala de trabalho 6x1, deputado Alencar Santana (PT-SP), disse nesta terça-feira (28) que não há motivo para que o texto preveja compensação ou desoneração para empresas.

“Em 2019, Bolsonaro aprovou a Reforma da Previdência sem compensações quanto à aposentadoria. Por que agora há de ter compensação? Temos que entender a realidade de cada um desses setores, mas não pode ser algo automático”, afirmou.

Apesar disso, segundo o parlamentar, a pouca capacidade de um comércio pequeno de suportar uma mudança tão rápida será levada em consideração. “Para entender o que fazer”, explicou.

Mais cedo o presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), disse à CNN que o fim da escala 6x1 é uma das pautas mais importantes de 2026.

"A pauta da 6x1 é uma das pautas mais importantes que o Congresso deve se dedicar ao longo do ano de 2026. A pauta da redução da jornada de trabalho, um tema que tem sido tratado no mundo todo, chega agora ao nosso país com a responsabilidade do Congresso conduzir essa votação com muito equilíbrio", pontou.

Motta disse que a PEC chegou a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), já havia um cronograma de votação da proposta. Ele afirmou que pretende votar o texto até o fim de maio.

"Quando decidimos, no início desse ano, despachar a proposta de emenda à Constituição, a famosa PEC 6x1, para a Comissão de Constituição e Justiça, nós já estabelecemos ali um cronograma de votação da matéria para não transparecer que o simples fato de despachar seria apenas uma medida procrastinatória para que a matéria não fosse votada", completou.