Por reeleição, Alcolumbre intensifica corpo a corpo e faz promessa a senadores

Segundo aliados e interlocutores do presidente do Senado, ele esteve pessoalmente com cerca de 50 dos 81 senadores

Igor Gadelhada CNN

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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), aproveitou a presença de senadores para sessões semipresenciais nesta semana, em Brasília, para intensificar sua articulação em busca de apoio à sua reeleição ao comando da Casa.

Segundo aliados e interlocutores de Alcolumbre, desde segunda-feira (21), ele esteve pessoalmente com cerca de 50 dos 81 senadores. Foram cafés da manhã, encontros em apartamentos funcionais e nos gabinetes dos parlamentares no Senado.

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Na noite de segunda-feira, Alcolumbre participou de um jantar na casa da senadora Kátia Abreu (PP-TO). Lá também estavam nomes com o senador Renan Calheiros (MDB-AL) e o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes.

Davi Alcolumbre
Presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (DEM-AP)
Foto: Roque de Sá – 19.nov.2019/Agência Senado

O presidente do Senado tenta se aproximar de Renan para consolidar o apoio do MDB a sua reeleição. O emedebista, que foi adversário de Alcolumbre na disputa de 2019, vinha tentando articular uma candidatura própria de seu partido à presidência do Senado em 2021.

Na quarta-feira (23), Alcolumbre tomou café da manhã no apartamento do senador Omar Aziz (PSD-AM). No mesmo dia, também foi pessoalmente aos gabinetes dos senadores Fernando Bezerra (MDB-PE), líder do governo na Casa, e Luiz do Carmo (MDB-GO).

Promessa

Nas conversas com os colegas, o presidente do Senado tem feito uma promessa específica: a de que só disputaria reeleição uma única vez, em fevereiro de 2021. O compromisso tem sido abrir espaço para outro candidato na disputa de fevereiro de 2023.

Caso se reeleja senador pelo Amapá nas eleições gerais de 2022, Alcolumbre poderia tentar reeleição ao comando do Senado em 2023 sem questionamentos. Isso porque o STF já autorizou reeleição de presidentes do Legislativo em legislaturas diferentes.

Para a disputa de fevereiro do próximo ano, porém, Alcolumbre ainda aguarda decisão do Supremo. A corte deve julgar em breve uma ação do PTB que questiona a possibilidade dele e de Rodrigo Maia disputarem reeleição para o comando das respectivas casas.

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