Por unanimidade, STF mantém prisão de deputado do RJ sem aval da Alerj
Primeira Turma confirmou decisão de Moraes que dispensou análise da Assembleia sobre prisão de Thiago Rangel
Por unanimidade, a Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu nesta quinta-feira (7) manter a prisão do deputado estadual Thiago Rangel (Avante-RJ), independentemente de manifestação da Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro).
Além de Alexandre de Moraes, relator do caso, os ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia votaram para manter a prisão. O julgamento ocorreu em sessão virtual extraordinária da Primeira Turma da Corte.
Eleito deputado estadual do Rio de Janeiro em 2022, Rangel foi preso pela PF (Polícia Federal) na última terça-feira (5) durante a quarta fase da Operação Unha e Carne. A operação que prendeu o parlamentar é a mesma ação que fez com que Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Alerj, também fosse preso.
Na decisão assinada na quarta-feira (6), Moraes determinou que a prisão fosse mantida sem enviar o caso para análise da Alerj. O ministro também pediu ao presidente da Primeira Turma a inclusão do caso em sessão virtual para referendo da medida.
“Solicite-se ao Presidente da Primeira Turma, Ministro Flávio Dino, Sessão Virtual para o referendo da presente decisão em relação ao afastamento do artigo 102, § 2º da Constituição do Estado do Rio de Janeiro”, escreveu Moraes.
O dispositivo citado prevê que a Assembleia Legislativa deve decidir sobre a manutenção da prisão de deputados estaduais.


