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    Eleições 2022

    PP diz ter reconhecido Lula como presidente e não ter autorizado ação do PL

    Progressista disse que irá recorrer de decisão do ministro Alexandre de Moraes que bloqueou fundo partidário da legenda além de aplicar multa milionária, após PL questionar resultados das eleições

    Larissa Rodriguesda CNN

    em Brasília

    O Progressistas (PP), partido do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, e do ministro da Casa Civil do governo Jair Bolsonaro (PL), Ciro Nogueira, afirmou que vai recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para não ter recursos do partido bloqueados devido à ação movida pelo Partido Liberal (PL) com questionamentos às urnas eletrônicas. À CNN Brasil, o presidente da sigla, Cláudio Cajado, disse não ter autorizado a ação do PL junto à Corte.

    “O presidente Valdemar (Costa Neto, do PL), como representante da coligação, entrou em nome de toda a coligação, mas não tivemos nenhuma participação nesse processo, sequer fomos intimados ou citados e como podemos ser penalizados?”, questiona Cajado.

    De acordo com o PP, ainda nesta quinta-feira (24), os advogados do Partido Progressistas entrarão com recurso para excluir a legenda da multa e do bloqueio do fundo partidário.

    “Impugnaremos o valor atribuído a uma causa que não tem valor econômico. O valor da causa aqui seria inestimável, quando a multa poderia ser fixada em até 10 vezes o valor do salário-mínimo”, explica o Progressista.

    O PP alega ainda não ter sido intimado para se manifestar na ação, como também, que Valdemar Costa Neto já não teria poder para falar em nome das demais legendas da coligação. “A ata de eleição do representante da coligação não pode ser um cheque em branco”, completa o partido.

    À reportagem, Cajado lembrou ainda que “as eleições já terminaram e o resultado foi admitido pelos presidentes dos partidos”, reconhecendo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), como presidente eleito que irá assumir em 1º de janeiro de 2023.
    Entenda
    Nesta quarta (23), o presidente do TSE, Alexandre Moraes, indeferiu o pedido do PL para anular o segundo turno das eleições deste ano. Na decisão, o ministro condenou os partidos da coligação de Jair Bolsonaro a pagarem uma multa de R$ 22,9 milhões. Além do PL, a coligação é composta por Progressistas e Republicanos.

    O partido do presidente apresentou na terça-feira (22) um relatório apontando supostas inconsistências em seis modelos de urnas usados no pleito e defendeu que parte dos votos fosse anulada. Horas depois, Moraes pediu então que o partido incluísse no relatório dados sobre o primeiro turno das eleições, já que as urnas usadas nas duas etapas do pleito foram as mesmas. O PL não apresentou os dados.