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    Pré-candidatos à Presidência falam sobre a política de preços da Petrobras

    Em meio à discussão sobre os preços dos combustíveis, pré-candidatos à Presidência usaram as redes sociais para comentar a situação

    Marcello Casal Jr/Agência Brasi

    Ingrid Oliveirada CNN

    Discussões acerca da política de preços praticada pela Petrobras têm acontecido nos últimos meses em diversos setores da economia diante da alta nos preços dos combustíveis.

    Em dezembro, o presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou que a estatal começaria a abaixar o preço dos combustíveis ainda naquele mês. À época, a Petrobras não se pronunciou.

    Em fevereiro, em um evento online, o presidente da Petrobras, Joaquim Silva e Luna, afirmou que a estatal não pode “segurar preços”.

    Ainda no mês de fevereiro, a guerra da Rússia na Ucrânia pressionou a economia global e causou a explosão no preço do barril de petróleo. No último 10 de março, a Petrobras anunciou o repasse de uma parte da conta para o consumidor, que amanheceu no dia seguinte com preços reajustados da gasolina e do diesel – este último, quase 25% mais caro.

    Na sexta (11), Bolsonaro sancionou, na íntegra, o Projeto de Lei Complementar (PLP) nº 11, de 2020, que prevê a cobrança em uma só vez do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre combustíveis, inclusive importados.

    Diante da importância do tema, a CNN fez um levantamento sobre o que os pré-candidatos à Presidência responderam sobre a política de preço da Petrobras adotada até aqui.

    Veja abaixo o que os pré-candidatos disseram até o momento*:

    Lula (PT)

    Pelo Twitter, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse que a privatização deixou o combustível caro. Em um vídeo, publicado em 10 de março, o petista afirma que o país tem “autossuficiência e produz gasolina em reais”.

    “Não existe nenhuma razão técnica ou político-econômica para a Petrobrás tomar a decisão de internacionalizar o preço dos combustíveis, a não ser para atender os interesses dos acionistas, principalmente aqueles que ficam lá em Nova York”, publicou Lula em 22 de fevereiro.

    Jair Bolsonaro (PL)

    O presidente Jair Bolsonaro afirmou, no sábado (12 de março), que a adoção do subsídio a combustíveis é “uma questão excepcional” e que a decisão vai passar pelo ministro da Economia, Paulo Guedes.

    “Ele [Guedes] já deu um indicativo dessa possibilidade se o barril do petróleo explodir lá fora, porque se jogar todo preço para o consumidor, o Brasil explode a inflação e explode a economia”, disse o presidente.

    Bolsonaro também afirmou que os diretores da estatal “não têm a menor sensibilidade com a população”.

    “Se tivesse atrasado um dia, em vez de ter anunciado aumento de R$ 0,90 no diesel um dia antes, podia ter anunciado R$ 0,30. Espero que quem adotou este aumento o reduza em R$ 0,60, porque é muito pesado para o caminhoneiro”, disse o presidente.

    Sergio Moro (Podemos)

    Nas redes sociais, o pré-candidato do Podemos, Sergio Moro, apontou no dia 11 que “esse aumento de combustíveis é inaceitável”.

    “O Governo deixou o dólar descontrolado no ano passado e agora, no momento de uma guerra, está paralisado. Tudo falta: refinarias, fertilizantes… Não tem ninguém pensando o país a longo prazo?”, disse na publicação via Twitter.

    Ciro Gomes (PDT)

    Em nota enviada à CNN, o pré-candidato do PDT, Ciro Gomes, classificou a política de preços da Petrobras como “assalto” e que a alta nos preços é devido à cotação do dólar. Ele também afirmou que a estatal deve estar a “serviço do Brasil e do seu povo” e não “na mão de investidores”.

    “A política de preços da Petrobras é um verdadeiro assalto. Ela é baseada na cotação do dólar e, por isso, ninguém aguenta mais pagar tanto pela gasolina, pelo diesel e pelo gás de cozinha. Vejo isso como uma tentativa deliberada de antipatizar a Petrobras junto à população e enriquecer os seus acionistas e depois facilitar a sua privatização.

    O pré-candidato do PDT disse ainda que há razão para estar descontente.

    No Twitter, em 10 de março, Ciro comentou: “Chateado, com razão, por que vai pagar combustível mais caro? Se você fosse da diretoria da Petrobras, só teria o que comemorar”.

    Segundo o pré-candidato, “enquanto isso todos brasileiros sofrem, mesmo vivendo num país que tem uma das maiores reservas de petróleo do mundo, e vendo concessionárias da Petrobras vendidas a preço de banana. Até quando vamos suportar este absurdo?”, publicou.

    João Doria (PSDB)

    O pré-candidato do PSDB e governador de São Paulo, João Doria, escreveu nas redes sociais que “intervenção na política de preços da Petrobras é medida populista e equivocada que compromete o desempenho de uma empresa que tem o povo brasileiro como seu principal acionista.”

    No documento compartilhado, Dória sugere que “a solução para o tema dos preços dos combustíveis para por separar problemas conjuturais dos estruturais […] atualmente, são necessárias medidas para reduzir os impactos da crise geopolítica sobre os preços”, apontou.

    Simone Tebet (MDB)

    A pré-candidata do MDB, Simone Tebet, disse em 23 de fevereiro que a alta dos preços do petróleo aumenta a inflação e a taxa de juros, que atinge diretamente o salário do trabalhador. A senadora do MS também cobrou da Petrobras o projeto de transição energética da empresa para resolver os problemas do futuro.

    Para ela, falta um plano estratégico da Petrobras para investimentos em outras fontes de energia limpa, como energia eólica e energia solar.

    Felipe d’Avila (Novo)

    O pré-candidato do Novo, Luiz Felipe d’Avila, afirmou à CNN que é preciso “rechaçar o populismo político [nos preços] e deixar o mercado dizer qual será o preço de bens e serviços”.

    “Num pais sério, governado pela economia de mercado, quem dita preço é o mercado, é a lei da oferta e demanda. Num país governado por populistas, o governo se intromete para manipular preço”, disse.