Pré-candidatos a presidente falam sobre a política do salário mínimo

Levantamento da CNN apontou que o valor da cesta básica consome atualmente mais da metade do salário mínimo

Danilo MoliternoGabriela GhiraldelliLeonardo RodriguesSalma Freuada CNN*

em São Paulo

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O preço médio da cesta básica no Brasil, hoje em R$ 663,29, representa cerca de 55% do valor atual do salário mínimo, de R$ 1.212.

As informações são de um levantamento produzido pela CNN com base em dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), que levou em conta o valor dos alimentos em 16 capitais do país, desde 1998, e comparou com o respectivo salário mínimo de cada ano.

De acordo com o levantamento, a cesta atingiu este ano o maior percentual desde 2004, quando equivalia a 58% do salário mínimo.

Em 2012 e 2018, a cesta básica atingiu o menor custo em relação ao salário, chegando a representar 40% do ganho mensal.

No ano de 2012, a cesta custava em média R$ 248,36 e a remuneração era de R$ 622. Em 2018, o salário mínimo era R$ 954, enquanto a cesta básica custava cerca de R$ 386,20.

A CNN perguntou aos pré-candidatos à Presidência da República o que eles pensam em fazer com a política do salário mínimo.

Confira abaixo as respostas:

Luiz Inácio Lula da Silva (PT):

O governo Lula estabeleceu uma política de valorização do salário mínimo, fundamental para uma remuneração mais digna, redução da pobreza e ampliação do mercado consumidor interno. A volta da valorização do salário mínimo é prioridade em um novo governo Lula.

Jair Bolsonaro (PL):

O pré-candidato não respondeu até o momento da publicação.

Ciro Gomes (PDT):

O pré-candidato não respondeu até o momento da publicação. Porém, em 18 de fevereiro deste ano, Ciro Gomes publicou em sua conta no Twitter:

“Reajustar o salário-mínimo acima da inflação é fundamental. Não dá pra admitir tantos anos sem um aumento real. O Brasil tem hoje o segundo pior salário-mínimo entre os 35 países membros da OCDE, perdendo só para o México. É ou não é pra se rebelar contra esse absurdo?”

André Janones (Avante):

O pré-candidato não respondeu até o momento da publicação.

Simone Tebet (MDB): 

A pré-candidata não respondeu até o momento da publicação.

Pablo Marçal (Pros):

Sei que a velha receita populista é dizer que vamos aumentar o salário mínimo e depois não cumprir a promessa de campanha, coisa que infelizmente o brasileiro já está acostumado. Não vou fazer como o Luiz, que na campanha de 2002 prometeu que iria dobrar o salário mínimo se fosse eleito e depois deu um aumento de 20%, pouco acima da inflação da época. Todas as minhas falas e promessas são factíveis e serão executadas.

O salário mínimo é um instrumento da política econômica, mas não é o único. As prioridades do governo devem ser controlar a inflação, recuperar a economia e o emprego enquanto recupera o poder de compra das famílias. Obviamente que as famílias mais pobres sofrem muito mais com a inflação descontrolada que temos hoje. Mas essa não é uma tarefa fácil, e não existem soluções mirabolantes sem impactar as contas públicas e contaminar a economia de modo geral.

Diferentemente do atual governo, que vai entrar para a história como o primeiro presidente do Brasil a diminuir o poder de compra do salário mínimo — isso desde a implantação do Plano Real –, entendo que, ano a ano, devemos devolver esse poder de compra para as famílias brasileiras, aumentando sempre o salário acima da inflação.

Esses são compromissos que eu assumo: diminuir o custo da cesta básica, aumentar a oferta de emprego incentivando a empresarização e a virtualização do país e devolver o poder de compra do brasileiro com aumento do piso salarial acima da inflação. Mais do que pensar em votos, precisamos pensar nas pessoas, nas famílias. A economia só tem jeito se, ao invés de pensar em voto, pensarmos em gente. O Brasil merece mais do que isso.

Felipe d’Avila (Novo):

A única forma de aumentar o salário é a economia voltar a crescer para gerar mais investimentos, emprego e renda. A inflação corrói o poder de compra dos brasileiros, principalmente dos mais pobres. O governo precisa, antes de mais nada, fazer o dever de casa: colocar a inflação sob controle, cuidar das contas e fazer as reformas que o país precisa. Não existem atalhos nem soluções mágicas.

José Maria Eymael (DC):

Eleito Presidente da República, buscarei, junto ao Congresso Nacional, reajustar o valor do salário mínimo, não só com o aumento em relação a inflação do período anterior, mas também e necessariamente com ganho real no valor do salário mínimo.

Leonardo Pericles (UP):

O pré-candidato não respondeu até o momento da publicação.

Luciano Bivar (União Brasil):

O pré-candidato não respondeu até o momento da publicação.

Sofia Manzano (PCB):

A pré-candidata não respondeu até o momento da publicação.

Vera Lúcia (PSTU):

O salário mínimo brasileiro é insuficiente para atender as necessidades básicas de uma família. Com a carestia, essa situação piorou. A cesta básica está custando em média R$ 663,29, ou seja, mais da metade do salário mínimo atual (R$ 1.212,00).

De imediato, defendemos duplicar o valor do salário mínimo, rumo ao salário mínimo estipulado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), hoje no valor de R$ 6.394,76, o ideal para suprir todas as despesas de um trabalhador.

Debate

CNN realizará o primeiro debate presidencial de 2022. O confronto entre os candidatos será transmitido ao vivo em 6 de agosto, pela TV e por nossas plataformas digitais.

Fotos – Os pré-candidatos à Presidência

*Com informações de Elis Barreto

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