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    Eleições 2022

    Pré-candidatos a presidente falam sobre as mudanças climáticas 

    Estados Unidos e Europa enfrentam onda de forte calor; planeta vem tendo eventos climáticos extremos

    Salma Freuada CNN

    em São Paulo

    Vários eventos ao redor do mundo vêm mostrando que o planeta enfrenta mudanças climáticas. Nos últimos dias, ondas de calor provocaram recordes históricos de temperatura na Europa e nos Estados Unidos. No Reino Unido, pela primeira vez na história, os termômetros marcaram mais de 40ºC.

    O forte calor causa mortes, produz incêndios florestais e prejudica infraestruturas, entre outras consequências. Em países como Grécia e França, incêndios forçaram milhares de pessoas a deixar suas casas.

    O Sistema Europeu de Informações sobre Incêndios Florestais colocou 19 países do continente em alerta de “perigo extremo”.

    A CNN perguntou aos candidatos e pré-candidatos à Presidência da República o que eles pensam sobre as mudanças climáticas e o que pretendem fazer para minimizá-las.

    Confira abaixo as respostas:

    Luiz Inácio Lula da Silva (PT):

    O Brasil precisa construir uma trajetória de transição ecológica com base no conhecimento tradicional e científico. A emergência climática se impõe, e a ciência não deixa margem para dúvidas: o aquecimento global é inequívoco, promovido pelo atual padrão de produção e consumo, com resultados cada vez mais catastróficos.

    Os custos de não enfrentar o problema climático são inaceitáveis, com projeções de forte redução do PIB, perdas expressivas na produção nacional no médio prazo e, principalmente, a perda de vidas e o sofrimento humano, somado às constantes tragédias ambientais.

    O compromisso da chapa Lula-Alckmin será o de cumprir, de fato, as metas de redução de emissão de gás carbono que o país assumiu na Conferência de 2015 em Paris e ir além, garantindo a transição energética; a transformação das atividades produtivas para um paradigma de sustentabilidade em suas dimensões ambiental, social e econômica; a recuperação de terras degradadas por atividades predatórias; reflorestamento das áreas devastadas; e um amplo processo de conservação da biodiversidade e dos ecossistemas brasileiros.

    O governo federal deve ser protagonista dessa transformação, liderando e induzindo a construção de novas capacidades da estrutura produtiva nacional na fronteira do conhecimento e gerando tecnologia e inovação em conjunto com a sociedade brasileira. Deve também dirigir os benefícios sociais dos investimentos para as populações indígenas, quilombolas, ciganos, tradicionais, vulneráveis e marginalizadas, tanto no contexto urbano quanto no campo.

    Para a chapa Lula-Alckmin, é imperativo defender a Amazônia da política de devastação posta em prática pelo atual governo. Nos governos do PT, reduzimos em quase 80% o desmatamento da Amazônia, a maior contribuição já realizada por um país para a mitigação das mudanças climáticas entre 2004 e 2012. Houve um compromisso com o futuro do planeta, sem qualquer obrigação legal, e será feito novamente.

    Ademais, nosso governo irá combater o crime ambiental promovido por milícias, grileiros, madeireiros e qualquer organização econômica que aja ao arrepio da lei. Nosso empenho será com o combate implacável ao desmatamento ilegal e a promoção do desmatamento líquido zero, ou seja, com recomposição de áreas degradadas e reflorestamento dos biomas.

    O Brasil tem uma das maiores biodiversidades do planeta. É nosso dever conservar a Amazônia, o cerrado, a mata atlântica, a caatinga, o pantanal, os pampas e os outros biomas e ambientes. Igualmente indispensável é conhecer e conservar a nossa zona econômica exclusiva, no Oceano Atlântico, a nossa Amazônia Azul e as zonas costeiras.

    Esse projeto harmonizará a proteção dos ecossistemas que estão em risco com a promoção do desenvolvimento sustentável, bem como exigirá o enfrentamento e a superação do modelo predatório de exploração e produção, atualmente, agravado pela completa omissão do governo atual.

    Em suma, o compromisso da coligação “Vamos Juntos pelo Brasil” é com a sustentabilidade social, ambiental, econômica e com o enfrentamento das mudanças climáticas. Isso requer cuidar de nossas riquezas naturais, produzir e consumir de forma sustentável e mudar o padrão de produção e consumo de energia no país, participando do esforço mundial para combater a crise climática.

    Por isso, serão somados esforços na construção de sistemas alimentares saudáveis e sustentáveis e no avanço da transição ecológica e energética para garantir o futuro do planeta, apoiando o surgimento de uma economia verde inclusiva, baseada na conservação, na restauração e no uso sustentável da biodiversidade de todos os biomas brasileiros.

    Jair Bolsonaro (PL):

    O pré-candidato não respondeu até o momento da publicação.

    Ciro Gomes (PDT):

    O pré-candidato não respondeu até o momento da publicação.

    André Janones (Avante):

    O pré-candidato não respondeu até o momento da publicação.

    Simone Tebet (MDB): 

    A pré-candidata não respondeu até o momento da publicação.

    Pablo Marçal (Pros):

    Há determinados assuntos que foram politizados para ganhar um viés ideológico e, concordar ou discordar de determinadas posições, mesmo que amparado técnica ou cientificamente, termina por despertar sentimentos apaixonados de ambos os lados.

    Com o conhecimento científico atual, entendo que precisamos adotar medidas para diminuir a velocidade de deterioração ambiental e climática. Por isso, estaremos alinhados com os esforços nesse sentido, sem discursos negacionistas ou políticas de exploração irresponsável, mas também sem entregar nossa soberania para grupos com interesses que não sejam os do Brasil e dos brasileiros.

    Nossa matriz energética tem que estar alinhada com a tendência mundial de produção de energia limpa, inclusive pelo aspecto econômico. As crises do petróleo têm trazido de volta o fantasma do carvão por falta de opções viáveis.

    Temos uma geografia privilegiada capaz de produzir energia limpa como a solar, eólica, ondomotriz e muitas outras que hoje só são caras por nunca termos investido em pesquisa e tecnologia de ponta para ser vanguarda nessa área.

    Garanto que essa será mais uma área onde seremos número 1 no mundo, investindo em pesquisa para surfar na onda de substituição dessa matriz altamente poluidora. Só temos que acabar com a polarização e escolher um presidente cuja única paixão seja fazer o Brasil prosperar.

    Felipe d’Avila (Novo):

    Nosso plano é transformar o Brasil no primeiro país carbono neutro entre as dez maiores economias do mundo. Temos um programa voltado ao plantio de florestas em terra degradada, investimento em energia limpa e combate ao desmatamento. São medidas vitais para atrair investimento internacional, gerar emprego e renda.

    O Brasil tem capacidade de reter 50% da emissão de carbono do mundo. Não há como resolver a questão das mudanças climáticas sem nossa participação ativa. Precisamos entender que é possível preservar o ambiente e ainda atrair grandes investimentos econômicos.

    José Maria Eymael (DC):

    O pré-candidato não respondeu até o momento da publicação.

    Leonardo Pericles (UP):

    O pré-candidato não respondeu até o momento da publicação.

    Luciano Bivar (União Brasil):

    O pré-candidato não respondeu até o momento da publicação.

    Sofia Manzano (PCB):

    A pré-candidata não respondeu até o momento da publicação.

    Vera Lúcia (PSTU):

    As mudanças climáticas são resultado da relação predatória do capitalismo com o meio ambiente, que vem sendo destruído para garantir o lucro de um punhado de capitalistas.

    O capitalismo está levando a humanidade para uma catástrofe ambiental. As consequências recaem com mais força nos pobres, pois são os povos indígenas, a população negra marginalizada, os imigrantes, os/as trabalhadores/as e a juventude pobre do planeta que sofrem com os eventos climáticos extremos.

    Por isso, precisamos destruir este sistema, que é avesso ao planejamento, pois é governado pela anarquia na produção e na lógica do lucro e da acumulação incessante.

    Precisamos de um sistema social que restabeleça o equilíbrio metabólico entre a sociedade e a natureza, permitindo uma relação racional com os recursos naturais. Uma sociedade na qual o poder político e econômico esteja nas mãos da classe operária e de seus aliados oprimidos, isto é, uma sociedade socialista.

    Para enfrentar as mudanças climáticas, temos que adotar as seguintes medidas:

    –  Planejar democraticamente a transição energética, começando com a nacionalização de todas as fontes energéticas, inclusive das matrizes fósseis;

    – Normas para redução da emissão de carbono, com a expropriação das empresas que as rompam;

    – Fontes limpas de energia, como a eólica, para ampliar a geração de energia elétrica com preservação ambiental e não com obras monstruosas como Belo Monte;

    – Combater o desmatamento dos biomas brasileiros, para garantir a preservação de nossas florestas;

    – Prisão aos garimpeiros ilegais e grileiros;

    – Fortalecimento dos órgãos ambientais, com execução integral do orçamento, a contratação de equipes novas para ações de fiscalização e a elaboração de um plano real de contingência da perda de floresta;

    – Implementação de um extenso reflorestamento, proteção da biodiversidade e recuperação de espaços naturais.

    – Aumento das áreas de preservação ambiental, com fortalecimento dos órgãos públicos de fiscalização e incorporação da sociedade no controle dessas áreas;

    – Demarcação das terras indígenas e quilombolas;

    – Capitalismo não rima com meio ambiente. Este sistema é o verdadeiro responsável pela catástrofe ambiental que atinge o planeta. Só uma sociedade socialista, igualitária e sem exploradores poderá construir uma relação harmônica com o meio ambiente.

    Fotos – Os pré-candidatos à Presidência