Prefeitos apontam risco de colapso no transporte e pedem R$ 2,5 bi mensais

De acordo com documento, sistemas de ônibus estão transportando 20% da demanda normal, mas operando com 60% da frota, para evitar a lotação dos coletivos

Iuri Pitta, da CNN
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Em ofício ao presidente Jair Bolsonaro e ao ministro da Economia, Paulo Guedes, a Frente Nacional dos Prefeitos (FNP) pede a liberação de R$ 2,5 bilhões mensais para manutenção dos serviços de transporte municipal nas capitais e grandes cidades do país. "É fundamental que haja investimento do Tesouro Nacional  para evitar o colapso do sistema que se avizinha", afirma o presidente da FNP e prefeito de Campinas (SP), Jonas Donizette (PSB).

De acordo com o documento, os sistemas de ônibus estão transportando 20% da demanda normal, mas operando com 60% da frota, para evitar a lotação dos coletivos.

"É imprescindível garantir que os trabalhadores de serviços essenciais, tais como de saúde, de apoio aos hospitais (limpeza, nutrição, administração), farmácias, mercados, etc. tenham condições de chegar aos seus postos", diz o ofício.

A Frente Nacional dos Prefeitos representa as 26 capitais e os 380 municípios com mais de 80 mil habitantes, onde vivem 61% dos brasileiros. No domingo, em teleconferencia com Guedes, os dirigentes da FNP pediram ao ministro a criação de um fundo emergencial específico para essas grandes cidades e explicaram que a antecipação de recursos do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) seria insuficiente.

Na quarta-feira, Bolsonaro e Guedes anunciaram a edição de uma medida provisória relativa ao FPM e ao fundo dos estados, num total de R$ 16 bilhões, mas não mencionaram o fundo emergencial pedido pela FNP, que compensaria a queda de arrecadação no Imposto sobre Serviços (ISS), principal fonte de receita dos maiores municípios do país.

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