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    Prefeitos criticam discurso de Bolsonaro em ato antidemocrático

    O sistema de pesos e contrapesos que sustenta a democracia brasileira foi, mais uma vez, desavergonhadamente testado, diz a nota

    O presidente Jair Bolsonaro tosse enquanto chega para discursar em Brasília para manifestantes que protestavam a favor da intervenção militar e pelo fechamento do Congresso Nacional (19.abr.2020)
    O presidente Jair Bolsonaro tosse enquanto chega para discursar em Brasília para manifestantes que protestavam a favor da intervenção militar e pelo fechamento do Congresso Nacional (19.abr.2020) Foto: Gabriela Biló/Estadão Conteúdo

    Iuri Pittada CNN

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    Em nota divulgada na manhã desta segunda-feira (20), a Frente Nacional de Prefeitos (FNP) criticou a participação do presidente Jair Bolsonaro em ato que defendeu o fechamento do Congresso Nacional e teve gritos de ordem por um “novo AI-5″, em referência ao instrumento de aumento do arbítrio na ditadura militar, editado em 13 de dezembro de 1968. 

    “O sistema de pesos e contrapesos que sustenta a democracia brasileira foi, mais uma vez, desavergonhadamente testado nesse domingo, 19. O presidente da República, Jair Bolsonaro, em mais um despropósito, participou de manifestação que bradava pelo fechamento do Congresso Nacional”, diz a FNP. 

    Para a entidade, o flerte com um regime de exceção é um risco não só para o sistema democrático, mas para a própria posição do mandatário. “O presidente da República tem um papel que não pode tergiversar sobre a democracia. Nem mesmo na caserna há lugar para flertar com a ditadura militar, sob pena de o capitão perder seu cargo para um general”, afirma o texto. 

     

    Leia a íntegra da nota da FNP 

     

    FNP lamenta atentado à democracia 

     

    O sistema de pesos e contrapesos que sustenta a democracia brasileira foi, mais uma vez, desavergonhadamente testado nesse domingo, 19. O presidente da República, Jair Bolsonaro, em mais um despropósito, participou de manifestação que bradava pelo fechamento do Congresso Nacional.  

    O presidente da República tem um papel que não pode tergiversar sobre a democracia. Nem mesmo na caserna há lugar para flertar com a ditadura militar, sob pena de o capitão perder seu cargo para um general.  

    O mundo atravessa uma pandemia de proporções ainda não conhecidas. O inimigo é o novo coronavírus. A guerra deve ser contra ele.  

    Está na hora de instituir o gabinete da esperança, o gabinete da federação, o gabinete do Brasil, porque o ódio está levando o país para um cenário ainda mais sombrio, que já traz constrangimentos até às forças armadas e ridiculariza o país internacionalmente.  

    É lastimável que em meio a milhares de velórios trágicos e rápidos, o iminente colapso do sistema de saúde e a incerteza diante da pandemia que apavora, o Brasil siga esse torpe caminho, siga nessa encruzilhada.

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