Presidente do TJ-RJ pode assumir governo após operação contra Witzel e vice

Situações de vice-governador e presidente da Assembleia devem se complicar e, muito dificilmente, eles conseguirão assumir o Palácio Guanabara

Policiais cumprem mandados de busca e apreensão na casa do Pastor Everaldo em Recreio dos Bandeirantes, Zona Oeste do RJ, em operação que afastou o governador Wilson Witzel
Policiais cumprem mandados de busca e apreensão na casa do Pastor Everaldo em Recreio dos Bandeirantes, Zona Oeste do RJ, em operação que afastou o governador Wilson Witzel Foto: Jairo Nascimento - 28.ago.2020 / CNN

Thais Arbexda CNN

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O afastamento do governador Wilson Witzel (PSC), por determinação do ministro Benedito Gonçalves, do STJ (Superior Tribunal de Justiça), somado às buscas nas casas do vice-governador, Cláudio Castro, e do presidente da Assembleia Legislativa, André Ceciliano (PT), tende a levar o comando do Executivo fluminense para as mãos do presidente do Tribunal de Justiça do Rio, desembargador Claudio de Mello Tavares.

De acordo com relatos feitos à CNN, as situações de Castro e Ceciliano devem se complicar e, muito dificilmente, eles conseguirão assumir o Palácio Guanabara.

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A operação contra as cúpulas do Executivo e Legislativo fluminense foi autorizada pelo ministro Benedito Gonçalves, do STJ (Superior Tribunal de Justiça), mira um suposto esquema de desvios de recursos públicos destinados ao combate ao coronavírus no estado.

Os mandados foram solicitados pela PGR (Procuradoria-Geral da República).

Quarto na linha sucessória do Rio, o desembargador Claudio de Mello Tavares já assumiu o posto de governador em exercício em novembro de 2019. Ele ficou no cargo por três dias, período em que o governador Wilson Witzel, o vice-governador, Claudio Castro; e o presidente da Assembleia Legislativa, deputado André Ceciliano, viajaram para Lima, no Peru, para acompanhar a final da Taça Libertadores da América.

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