Procurador-geral do DF pede demissão em meio à tentativa de socorro do BRB

Fontes afirmam que Márcio Wanderley era pressionado para conceder parecer positivo para DF obter empréstimo do FGC

Larissa Rodrigues, da CNN Brasil, Helena Prestes, da CNN Brasil*, Brasília
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O procurador-geral do DF, Márcio Wanderley, deixou o cargo nesta semana, após nove meses de gestão.

Segundo fontes, o procurador pediu demissão por sentir-se pressionado a fazer um parecer positivo para viabilizar um empréstimo de R$ 6,6 junto ao FGC (Fundo Garantidor de Créditos), destinado ao BRB.

Nesse tipo de operação, o governo não pega dinheiro diretamente do fundo; o FGC atua como uma espécie de garantidor, reduzindo o risco para quem concede o crédito e facilita a liberação dos recursos. Cabe a PGR-DF a avaliação da viabilidade econômica do empréstimo.

O desconforto teria surgido diante da pressão para validar juridicamente essa operação.

Wanderley assumiu o cargo em agosto de 2025, após quase dois anos como consultor jurídico do gabinete do ex-governador Ibaneis Rocha.

O cargo tem duração de dois anos, podendo ser reconduzido. Pelo regimento, Wanderley poderia seguir no cargo até agosto do próximo ano.

A CNN entrou em contato com a Procuradoria-Geral do Distrito Federal, mas ainda não obteve retorno.