Procuradora e advogado debatem se houve parcialidade em condenação de Lula por Moro

Procuradora da República Thamea Danelon e advogado criminalista Antônio Carlos de Almeida Castro, o "Kakay", discutem decisão de comitê da ONU

Elis FrancoTiago Tortellada CNN*

em São Paulo

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Em debate realizado pela CNN nesta segunda-feira (2), a procuradora da República Thamea Danelon e o advogado criminalista Antônio Carlos de Almeida Castro, conhecido como “Kakay”, discutiram se houve parcialidade no julgamento do ex-presidente Lula (PT) por Sergio Moro.

Na quarta-feira (27), o Comitê de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) concluiu que o ex-juiz foi parcial no julgamento dos processos contra Lula no âmbito da Operação Lava Jato e que os direitos políticos de Lula foram violados em 2018, por ter sido impedido de participar da disputa presidencial naquele ano.

Sobre a condenação, Thamea afirma que “não houve motivação política. A Lava Jato era uma operação de polícia”. Ainda segundo a procuradora, o Ministério Público “cumpriu seu dever constitucional e processou o ex-presidente e outras pessoas”.

Já para Kakay, houve interesse político nas decisões de Sergio Moro e deve ser apurada “a responsabilidade criminal de Moro pelos crimes que cometeu”.

Sobre a decisão do comitê da ONU, a procuradora entende que isso pode acarretar até em comprometimento da soberania nacional: “Não vejo necessidade um outro órgão revisor, uma 5° instância”.

O advogado criminalista, por sua vez, pontuou que “a única surpresa para mim nessa decisão da ONU é que ela demorou muito. Ela não é uma decisão apartada da realidade”.

*assista ao debate completo no vídeo acima

*com informações de Thais Arbex, da CNN

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