Procuradoria Geral da República pede que Silveira seja proibido de ir a atos públicos

Subprocuradora também pede que deputado federal use tornozeleira eletrônica

Gabriel Hirabahasi, da CNN, Brasília
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A Procuradoria Geral da República defendeu, em manifestação encaminhada ao STF (Supremo Tribunal Federal) nesta sexta-feira (25), que o deputado federal Daniel Silveira (União Brasil-RJ) seja proibido de participar de qualquer evento público em todo o país.

A subprocuradora-geral da República, Lindôra Maria Araújo, que assina o documento, pediu que o Supremo volte a adotar medidas restritivas contra Silveira, entre elas a proibição de participação em atos públicos e o monitoramento por tornozeleira eletrônica, por exemplo.

Lindôra argumenta que Silveira tem continuado com "comportamento delitivo contra o Estado Democrático de Direito, ameaçando e proferindo inúmeras ofensas" contra ministros do STF.

A manifestação da PGR atende a uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, que quis ouvir a Procuradoria Geral da República sobre o desrespeito de medidas cautelares impostas pelo STF contra Silveira.

O deputado foi preso em fevereiro de 2021 por causa de ataques e ameaças contra ministros do STF. Moraes decidiu soltá-lo em novembro, mas com algumas medidas cautelares, como a proibição de contato com outros investigados e restrições em relação a redes sociais.

Silveira, porém, manteve ataques a ministros do STF e voltou a participar de eventos. No domingo (20), o deputado esteve em um evento conservador ao lado do empresário Otávio Fakhoury, que também é investigado por atos antidemocráticos, o que desrespeita a decisão de Moraes.

A assessoria de imprensa do deputado foi procurada, mas a CNN não conseguiu contato até o momento.