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    Proposta que limita mandatos no STF tem apoio do PL, mas não é pauta principal, diz líder do partido na Câmara

    Deputado Altineu Côrtes (PL-RJ) disse que o Congresso não consegue cumprir seu papel por "invasão de competência" do Supremo

    Fernanda Pinottida CNN

    São Paulo

    O limite de tempo de permanência de ministros no Supremo Tribunal Federal (STF) não é “pauta principal nesse momento” do PL, disse à CNN o líder do partido na Câmara, Altineu Côrtes. Ele, porém, ressaltou que a proposta tem o apoio do partido.

    Côrtes mencionou que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) sobre o assunto já tramita há anos no Congresso, e não é resultado da crise atual entre Legislativo e Judiciário. Segundo ele, pautas como aborto, drogas, imposto sindical e marco temporal são mais importantes para a sociedade brasileira.

    “Nossa pauta principal agora é estabelecer o diálogo para que o Congresso possa cumprir seu papel com legitimidade. Hoje não conseguimos fazer isso, porque tem pautas fundamentais que estão sendo decididas pelo STF, e isso é uma invasão de competência”, disse Côrtes.

    Atualmente, os mandatos no STF não têm limite de duração, e os ministros só precisam deixar o cargo ao completar 75 anos de idade.

    Delação de Mauro Cid

    Líder na Câmara do partido do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Côrtes disse que não tem conhecimento do conteúdo da delação de Mauro Cid, mas desqualificou a narrativa de que houve possibilidade de um golpe de Estado.

    “Não existe golpe de Estado num domingo, sem ninguém armado, essa narrativa de golpe é um absurdo” falou.

    Quanto ao ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, Mauro Cid, o deputado disse que “qualquer delator não merece nenhum respeito de ninguém”.

    Veja mais: Lula não deve se envolver no debate de mandatos ao STF, dizem fontes