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    PSB pressiona por permanência de integrantes do partido no Ministério da Justiça

    Membros da legenda estudam envio de mensagem ao governo para registrar insatisfação com perda de espaço

    Luiz Inácio Lula da Silva anuncia Ricardo Lewandowski como novo ministro da Justiça e da Segurança Pública, em substituição a Flávio Dino, no Palácio do Planalto - 11/01/2024
    Luiz Inácio Lula da Silva anuncia Ricardo Lewandowski como novo ministro da Justiça e da Segurança Pública, em substituição a Flávio Dino, no Palácio do Planalto - 11/01/2024 ANDRE VIOLATTI/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

    Julliana Lopes

    Integrantes do PSB estudam o envio de uma mensagem ao governo para pedir a permanência de nomes da legenda na composição do Ministério da Justiça. O movimento ganhou força após a confirmação de Ricardo Lewandowski como substituto de Flávio Dino no comando da pasta.

    A iniciativa está sendo encabeçada pela bancada do PSB na Câmara dos Deputados. Fontes envolvidas na discussão defendem incluir na mensagem um pedido claro para a permanência de três nomes: Tadeu Alencar, atual secretário de Segurança Pública, Elias Vaz, de Assuntos Legislativos, e Augusto Botelho, secretário Nacional de Justiça.

    Alencar e Elias ocuparam cadeiras na Câmara pela legenda antes de assumirem as funções no Executivo. Botelho é filiado ao PSB.

    A defesa é ainda por um reconhecimento público sobre a atuação de Ricardo Cappelli no primeiro ano do governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Braço direito de Flávio Dino e número 2 do ministério, Cappelli afirmou à CNN que não deve seguir na função após a troca de comando.

    Internamente, a insatisfação da legenda foi ampliada após a confirmação de que o presidente da República havia dado carta branca a Lewadowski para a escolha de uma nova equipe. Ao mesmo tempo, Lula não se comprometeu com a preservação de espaços ocupados pelo PSB na pasta.

    O incômodo do PSB, legenda do vice presidente Geraldo Alckmin, com a perda de espaço no Executivo ocorre desde a reforma ministerial e do movimento do governo para acomodar o Centrão. Um dos resultados foi a transferência de Márcio França – também do partido – do Ministério de Portos e Aeroportos para a pasta de Empreendedorismo e Microempresa.

    A avaliação de integrantes é que França acabou rebaixado para uma pasta com menor relevância.

    A discussão sobre detalhes do posicionamento do PSB sobre as mudanças na Justiça deve ocorrer em uma reunião da bancada com o presidente da legenda Carlos Siqueira. A data ainda não foi definida.