PSOL cogita candidatura ao Senado em SP em novo racha da esquerda

O partido está insatisfeito com a sinalização de que o PT deve apoiar Márcio França na disputa

Leandro Resende, da CNN, Rio de Janeiro
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O PSOL cogita lançar uma candidatura própria ao Senado em São Paulo após a campanha de Fernando Haddad (PT) ao governo do estado sinalizar que Márcio França (PSB) deve ser o candidato da chapa. O partido entende que é maior que o PSB paulista e que, por isso, não pode abrir mão de uma vaga na disputa majoritária.

"O PSB quer indicar o vice e o candidato ao Senado. Se não tivermos espaço na chapa, vamos lançar nome próprio", afirmou à CNN João Paulo Rillo, presidente do PSOL paulista.

Os nomes cogitados no PSOL para disputar o Senado são os de Juliano Medeiros, presidente nacional da legenda, e Natalia Szermeta, esposa de Guilherme Boulos e que preside Fundação Lauro Campos, ligada ao partido.

"Havia um entendimento com o PT de que o PSOL indicaria o vice ou o Senado. O Guilherme Boulos retirou a candidatura em nome da unidade de esquerda. Isso não vai comprometer nosso apoio em relação ao Haddad ou ao Lula, mas queremos o espaço", afirmou João Paulo Rillo.

O movimento do PSOL em São Paulo representa mais um racha dos partidos que apoiam o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na região Sudeste. No Rio de Janeiro, PT e PSB disputam a indicação ao Senado: petista querem André Ceciliano, enquanto o PSB quer Alessandro Molon na disputa.

Debate

A CNN realizará o primeiro debate presidencial de 2022. O confronto entre os candidatos será transmitido ao vivo em 6 de agosto, pela TV e por nossas plataformas digitais.

*Publicado por Renan Porto