PT alinha discurso e dirá que Lula não é Jaques
Ideia é individualizar Jaques Wagner ou qualquer outro aliado que venha a ser citado nas investigações e preservar o presidente, segundo apuração da CNN Brasil

O Partido dos Trabalhadores alinhou seu discurso após a operação da PF (Polícia Federal) ter o senador Jaques Wagner (PT) como alvo e a principal mensagem a ser divulgada será a de que qualquer revelação é responsabilidade do parlamentar e não do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A ideia é individualizar Jaques Wagner ou qualquer outro aliado que venha a ser citado nas investigações e preservar o presidente, que disputa a reeleição neste ano.
Segundo apuração da CNN Brasil, o PT decidiu que seguirá usando o caso do Banco Master em sua comunicação e nas redes sociais. A mensagem a ser transmitida é que Lula enfrentará o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na corrida presidencial e é o adversário quem tem ligações diretas com pessoas envolvidas em fraudes financeiras.
Nos próximos dias, parlamentares e dirigentes devem intensificar a divulgação de revelações envolvendo a visita de Flávio a Vorcaro e o áudio em que o senador cobrava do banqueiro recursos para o filme "Dark Horse". Será lembrado ainda que o adversário chamou Vorcaro de "mermão".
PT defende Jaques
Presidente do PT, Edinho Silva afirmou nesta quinta-feira (18) que o senador é “depositário de confiança”, mas disse que o partido apoia “todas as apurações envolvendo o Banco Master”.
“Os crimes cometidos precisam ser apurados e os responsáveis penalizados. Nesse processo de investigação e apuração, temos confiança que o Jaques Wagner esclarecerá todos os fatos, comprovando a sua inocência”, escreveu.
O secretário de comunicação do PT, Éden Valadares, reforçou a “confiança” do partido em Jaques Wagner e afirmou que “uma tentativa de equiparar relações e falsamente criar a ideia de que o escândalo atinge igualmente todos os campos políticos brasileiros é inócua”.
À CNN, o senador Jaques Wagner (PT-BA) disse que nunca atuou em favor do Banco Master e que o dinheiro apreendido pela Polícia Federal é fruto de diárias legais, declaradas e não utilizadas em missões internacionais oficiais.
Leia a nota completa abaixo:
"O senador Jaques Wagner (PT-BA) esclarece que não é réu, não foi denunciado e não foi acusado em nenhum processo relacionado aos fatos investigados. O parlamentar acompanha com tranquilidade o andamento das investigações e mantém a confiança na condução delas.
Cabe esclarecer que o apartamento mencionado jamais integrou o patrimônio do parlamentar. O senador também nega atuação em favor do Banco Master ou qualquer outra instituição financeira.
Sobre os valores em espécie apreendidos, a assessoria informa que o montante é fruto de diárias legais, declaradas e não utilizadas em missões internacionais oficiais. Por fim, o senador Jaques Wagner reitera que permanece à inteira disposição das autoridades para prestar quaisquer esclarecimentos, com a certeza de que a verdade prevalecerá".


