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    PT quer evitar eleições internas para não levar atritos ao governo federal

    Atual executiva nacional busca consenso para adiar processo interno; primeira reunião da diretoria nacional pós-pandemia será segunda-feira 

    Militantes petistas acompanham fala de Luiz Inácio Lula da Silva no diretório nacional do PT
    Militantes petistas acompanham fala de Luiz Inácio Lula da Silva no diretório nacional do PT Paulo Pinto/Agência PT - 19.jan.2017

    Gabriela Pradoda CNN

    Em São Paulo

    A atual direção executiva nacional do Partido dos Trabalhadores quer adiar o Processo de Eleições Direta (PED) para formar uma nova gestão. A deliberação para saber se haverá ou não pleito interno deve ser na segunda-feira (13), quando o diretório nacional vai se reunir pela primeira vez presencialmente desde o início da pandemia de Covid-19.

    Regimentalmente, as eleições da legenda deveriam ser feitas neste ano, mas a proposta que circula e pode entrar em pauta é para que o pleito que seja postergado para 2025.

    O último processo de eleições petistas foi em 2020, quando a deputada federal Gleisi Hoffmann (PR) foi reeleita presidente da legenda. Segundo integrantes do partido, há precedentes de adiamento das eleições internas. A CNN procurou a assessoria da presidente do PT para obter um posicionamento, mas não houve resposta.

    “O entendimento é que estamos no primeiro ano de governo, já com muitas atribulações por causa da extrema-direita que quer desestabilizar o país. E uma disputa interna só traria mais dificuldade para o governo”, analisou o senador Humberto Costa.

    Na reunião, o PT deve ainda discutir e aprovar um documento com a análise da conjuntura nacional e posicionamentos no partido. Há uma expectativa entre os integrantes do partindo que o documento seja “mais à esquerda”, inclusive, com possibilidade de críticas à gestão de Roberto Campos Neto, no Banco Central. O tom deve ser semelhante ou até acima ao que o presidente tem adotado em discursos públicos recentes.

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já chamou a taxa básica de juros de “vergonha” e criticou também a meta de inflação, considerada baixa pelo governo federal.

    A executiva deve oficializar mudanças pontuais, depois que alguns integrantes passaram a ocupar cargos no governo federal. Humberto Costa deve assumir, na reunião, a vice-presidência que representa o Nordeste, no lugar de Márcio Macedo (PT-SE), que está na Secretaria-Geral da Presidência, que tem status de Ministério. Macedo foi tesoureiro da campanha de Lula em 2022.

    Já na secretaria-geral do partido, no lugar do atual ocupante Paulo Teixeira, Ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, deve assumir Henrique Fontana, ex-deputado federal pelo Rio Grande do Sul.

    O cargo é um dos principais da executiva: cabe ao secretário-geral a coordenação da atividade partidária, discussão de posicionamento do partido nas questões da conjuntura nacional e manter contato com parlamentares para atuação em sintonia de deliberações da legenda.

    Comemorações

    O PT completou 43 anos de fundação nesta sexta-feira (10). Mas as comemorações oficiais vão ser na segunda-feira (13). Além da reunião da executiva nacional, a legenda deve fazer um ato político com a presença de Lula, às 19h, em Brasília. O partido também programou atrações culturais e debates para os dias 12 e 13, na capital federal.