PT reafirma aposta em discurso da "luta de classes" após derrota no IOF

Lindbergh Farias, líder do partido na Câmara, falou em "coalizão" contra tentativa de governo promover justiça tributária

Luciana Amaral, da CNN, Brasília
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Apesar da derrota ao governo imposta pelo Congresso, na tentativa de aumentar o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), o PT na Câmara dos Deputados vai insistir no discurso de que os mais pobres pagarão a conta diante das ações mais recentes do centrão e da oposição.

A ideia é continuar com a fala de que é preciso ter maior justiça tributária, e que o Congresso e o mercado financeiro têm se recusado a tomar iniciativas suficientes neste sentido.

O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), já indicou essa continuidade do discurso logo após o Congresso impedir o aumento do IOF nesta quarta-feira (25).

Com a decisão do Congresso, a perspectiva dos governistas é de que um novo contingenciamento de R$ 12 bilhões será necessário, incluindo cortes na saúde e na educação.

“[O resultado] Na verdade, não é contra o governo, é contra o povo. Um problema muito concreto e objetivo. Quando os grupos econômicos se organizam aqui, a gente sabe que é difícil. […] Se montou uma coalizão econômica e política contra essa ideia do governo Lula e do Haddad de fazer justiça tributária, dos ricos pagarem alguma coisa, de não ser só o povo trabalhador”, declarou Lindbergh à CNN.

O líder afirmou que a bancada do PT e o Planalto continuarão a bater nesta tecla. “A gente só muda o país se fizer isso. Virou uma questão central pro Lula e vamos procurar esse embate.”

Na avaliação de petistas, esse discurso de “nós contra eles” ajudará Lula se ele realmente buscar a reeleição em 2026.

No entanto, os petistas consideram que, a depender das pesquisas eleitorais em junho do ano que vem, os partidos do centrão voltarão a ficar ao lado do mandatário.