PT tem cenário indefinido para divulgação de novo presidente

Judicialização de disputa estadual de MG pode ter efeito em eleição nacional, que começou neste domingo

Isabel Mega, Gabriela Prado, da CNN, Brasília
Bandeira do Partido dos Trabalhadores  • Reprodução: Flickr
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O PT (Partido dos Trabalhadores) tem um cenário indefinido sobre quando será possível oficializar o novo presidente da sigla. A expectativa é de uma vitória de Edinho Silva, que é o candidato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A eleição começou a ser feita em diretórios de todo o país neste domingo (06), com exceção de Minas Gerais, que teve a disputa para a presidência estadual judicializada.

Com isso, o chamado PED (Processo de Eleição Direta) foi suspenso no estado, o que pode ter reflexo também no cenário nacional, uma vez que os mineiros não iriam votar em nenhum cargo.

A expectativa era de que nesta segunda (07), a sigla já tivesse um cenário mais concreto se a eleição para a presidência nacional será ou não resolvida no primeiro turno. Além de Edinho Silva, disputam o cargo máximo do partido os petistas Romênio Pereiraa, Rui Falcão e Valter Pomar.

À CNN, o atual presidente, senador Humberto Costa (PT-PE) explicou que a oficialização depende de alguns fatores. "Depende do número de pessoas que vão votar neste domingo, tirando Minas Gerais. Depende da diferença entre os candidatos entre si. Se a vitória de algum deles não sofrer qualquer impacto, eventualmente, com o PED em Minas, nós vamos divulgar".

O PT convocou uma reunião extraordinária para o dia 08/07 para tratar do assunto.

Nesse sábado (05), a deputada federal Dandara Tonantzin (PT-MG) conseguiu uma decisão judicial para impedir a impugnação da candidatura dela à presidência do PT de Minas Gerais.

Dandara precisou pagar uma multa de mais de R$ 130 mil com o PT. Um dos boletos, no entanto, não teve o pagamento computado, segundo Dandara por uma falha interna do banco de que não havia saldo. Com isso, a quitação não foi efetuada na data imposta pelo regulamento da eleição.

Aliados da deputada veem a impugnação como uma manobra de Gleide Andrade, atua secretária nacional de planejamento e finanças do PT para evitar a participação do grupo político de Dandara na disputa à presidência estadual. Já aliados de Gleide afirmam que Dandara não conseguiu demonstrar o erro bancário e que os procedimentos do partido foram seguidos.