Punição política e vingança, diz Sóstenes sobre Bolsonaro na Papudinha
Ex-presidente foi transferido nesta quinta-feira (15) após Moraes destacar “sistemática tentativa” de deslegitimar o cumprimento da pena

O líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (RJ), disse nesta quinta-feira (15), que a decisão do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Alexandre de Moraes, pela transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para a Papudinha é "punição política" motivada por "vingança".
"O que vemos não é justiça. É autoritarismo de toga, abuso de poder institucionalizado, a caneta usada como cassetete. A transferência de um ex-presidente para penitenciária, por decisão isolada, é punição política, vingança travestida de legalidade e demonstração de força de quem já não reconhece limites", disse Sóstenes no X (antigo Twitter).
De acordo com o líder do partido de Bolsonaro, "o Estado de Direito morreu. Só esqueceram de avisar o Brasil".
"Todo poder sem limite se transforma em opressão. E o povo sempre paga a conta. O Estado de Direito morreu. Só esqueceram de avisar o Brasil".
O Brasil está sob um regime de arbítrio judicial.
O que vemos não é justiça.
É autoritarismo de toga, abuso de poder institucionalizado, a caneta usada como cassetete.
A transferência de um ex-presidente para penitenciária, por decisão isolada, é punição política, vingança…— Sóstenes Cavalcante (@DepSostenes) January 15, 2026
O ex-presidente foi transferido para o complexo prisional nesta quinta-feira (15), onde já cumpre pena. Na decisão pela transferência, Moraes cita diferentes dados sobre a precariedade do sistema penitenciário brasileiro, destacando que Bolsonaro recebeu tratamento muito diferente daquele dado aos demais condenados pelo atos antidemocráticos de 8 de Janeiro.
No entender do ministro, mesmo nessas condições houve uma “sistemática tentativa” de deslegitimar o cumprimento da pena, por meio de críticas públicas feitas por familiares e aliados de Bolsonaro.


