Quaest: 42% concordam mais com Michelle, e 18%, com Flávio, após atrito
Pesquisa entrevistou 2.004 pessoas, entre os dias 10 e 13 de julho; margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos

Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (15) aponta que 42% dos entrevistados dizem concordar mais com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro sobre o desentendimento com seu enteado, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Os que afirmam concordar mais com Flávio somam 18%.
Segundo o levantamento, 22% dos eleitores disse não concordar com nenhum dos dois, enquanto 3% afirmaram concordar parcialmente com os dois. Do total da amostra, 15% disseram não saber ou não responderam.
No mês passado, Michelle decidiu relatar em vídeos publicados nas redes sociais um entrave com Flávio decorrente do acordo do PL envolvendo o ex-ministro da Fazenda Ciro Gomes (PSDB), pré-candidato ao governo do Ceará.
O instituto questionou se os entrevistados souberam do atrito: 51% disseram que não e 49%, que sim. Já sobre o vídeo que o senador publicou pedindo desculpas e respondendo à madrasta, 67% afirmaram não ter tomado conhecimento e 33%, ter ficado sabendo.
Quando questionados se Michelle acertou ao divulgar as gravações, 45% responderam que sim, enquanto 38% consideraram que ela errou. Outros 17% disseram não saber ou não responderam à pergunta.
Quanto à motivação da ex-primeira-dama em publicar os vídeos, 34% acreditam que Michelle teria o desejo de ser candidata à Presidência no lugar de Flávio. Já os que acreditam que o motivo foi se opor a alianças políticas com as quais ela não concorda somaram 25%. Para 16%, a motivação foi responder a ataques e desrespeitos que ela diz ter sofrido.
Do total de entrevistados, 4% acreditam que o que motivou foi um pouco de todas essas coisas, enquanto 2% acham que Michelle teve outra motivação. São 19% os que disseram não saber ou não responderam.
Entenda o conflito entre Flávio e Michelle
O atrito entre Michelle e Flávio começou ainda em dezembro do ano passado, quando o PL (Partido Liberal) articulava, junto ao deputado André Fernandes (PL-CE), uma aliança com Ciro Gomes em apoio à uma eventual candidatura no Ceará. Na época, a ex-primeira-dama ressaltou que "não abriria mão de seus valores" e, por isso, se declarou contra qualquer apoio a Ciro, o que gerou reações contrárias dos filhos de Bolsonaro, inclusive Flávio.
Nas declarações em junho deste ano, feitas em vídeos publicados nas redes sociais, Michelle disse ter sido desrespeitada pelo enteado.
"Ele foi muito ríspido, me desrespeitou e me maltratou ao telefone e eu não tinha feito nada contra ele. Ele disse que seria melhor eu ficar fora das decisões do partido. Disse que eu havia chegado ontem e não entendia nada de política. Diante dessa humilhação, eu disse a ele que estava tudo bem. Entendi que ele não queria o meu apoio ou que este era insignificante e então eu me recolhi", afirmou a ex-primeira-dama.
No mesmo dia em que ela fez as publicações, Flávio rebateu as acusações: "Em nenhum momento ofendi ou tive a intenção de ofender a Michelle. Se o fiz em algum momento, mais uma vez, peço desculpas”, escreveu o senador em publicação nas redes sociais. “Tenho por ela respeito e reconhecimento pelo trabalho no PL Mulher, pelo cuidado com meu pai e por tudo o que representa para o Brasil."
Alguns dias depois, Michelle anunciou sua saída da presidência do PL Mulher. O motivo citado por ela é a vontade de se dedicar exclusivamente aos cuidados do ex-presidente.
Metodologia
A Genial/Quaest entrevistou 2.004 eleitores, entre os dias 10 e 13 de julho, por meio de entrevista presencial. A margem de erro do levantamento é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.
O levantamento foi contratado pelo Banco Genial e está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-07181/2026.


