Quem bate em mulher não precisa votar em mim, diz Lula
Em meio a uma série de casos de repercussão nacional, presidente defendeu "movimento dos homens de bem" contra o feminicídio
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta quarta-feira (3) que "quem bate em mulher" não precisa votar nele. Em entrevista à TV Verdes Mares, o petista mencionou uma campanha nacional para combater a violência contra as mulheres no país.
"Nós homens vamos ter que criar juízo, criar vergonha, nos educar e ao invés de ser violência contra a mulher, tratá-las com respeito", afirmou.
Segundo Lula, seu objetivo será fazer um "movimento dos homens de bem" contra o feminicídio.
As declarações acontecem após uma série de casos de repercussão nacional envolvendo agressões desse tipo.
Na maior cidade do país, São Paulo, entre janeiro e outubro deste ano, o número de casos de feminicídio foi o maior desde o início da série histórica, em 2015. Somente em 2025, foram 53 casos.
Ontem (2), durante uma agenda oficial em Pernambuco, Lula se emocionou ao tratar dos recentes casos de violência contra a mulher no país. O presidente afirmou que a sucessão de episódios tem provocado indignação dentro e fora do governo, inclusive na primeira-dama, Janja da Silva.
"O que está acontecendo na cabeça desse animal que é tido como a espécie animal mais inteligente do planeta Terra para tanta violência?”, questionou.
Ao analista da CNN Brasil Teo Cury, Janja também defendeu que a população masculina se una à luta contra o feminicídio e afirmou ser inaceitável que mulheres tenham de reivindicar para não serem assassinadas.
“É inadmissível que tenhamos que, em 2025, falar coisas óbvias como ‘por favor, não nos matem’. Mas coisas óbvias também precisam ser ditas, infelizmente”, disse a primeira-dama.


