Quem é Valdecy Urquiza, primeiro brasileiro a comandar a Interpol
Valdecy Urquiza está na PF há 17 anos e tem experiência na cooperação policial internacional
O delegado da Polícia Federal Valdecy Urquiza tomou posse como novo secretário-geral da Interpol -- a rede internacional de polícias.
A cerimônia aconteceu nesta terça-feira (5). Responsável pela parte operacional do organismo, na prática, ele passa a comandar a rede.
Responsável pela parte operacional do organismo, na prática, ele passa a comandar a rede. Pela primeira vez, um brasileiro entrou na disputa e tirou a hegemonia de 100 anos de europeus e norte-americanos.
Biografia
Urquiza nasceu em São Luís, capital do Maranhão, e tem 43 anos. Formou-se em Direito pela Unifor (Universidade de Fortaleza), no Ceará.
Possui MBA em Administração Pública pelo Ibmec e pós-graduação em Direito Ambiental pela PUC-SP. Realizou cursos de Justiça Criminal na Universidade de Virginia, além de Telecomunicações e Tecnologia da Informação na Agência Japonesa de Cooperação Internacional (Jica), em Tóquio, e Gestão e Liderança em Harvard.
Ele é delegado da PF desde 2007.
De 2007 a 2009, atuou como Chefe da Delegacia de Patrimônio Histórico e Meio Ambiente da Superintendência da PF no Maranhão.
Exerce atualmente o cargo de diretor de Cooperação Internacional da Polícia Federal, além de ser vice-presidente para as Américas do Comitê Executivo da Interpol, desde 2021.
Também já atuou como diretor adjunto para Comunidades Vulneráveis da rede, entre 2018 e 2021, além de ser Diretor de Combate ao Crime Organizado da Secretaria-Geral da Interpol em Lyon, na França, onde implementou estratégias de combate ao tráfico de pessoas.
Interpol
Fundada em 1923, a Interpol, Organização Internacional de Polícia Criminal, é a maior organização intergovernamental global.
Reúne forças policiais de 195 países, com o objetivo de combater o crime transnacional. Em mais de 100 anos de existência, somente cinco países se revezaram na liderança do organismo.
O Itamaraty afirmou que a escolha de Valdecy “reflete a alta prioridade atribuída pelo governo brasileiro ao combate ao crime organizado”.


