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    Eleições 2022

    Quem é Silvinei Vasques, diretor-geral da PRF em meio a protestos em rodovias contra resultado das eleições

    Nomeado diretor-geral da PRF em 2021, Vasques já sofreu processo interno que recomendou sua demissão por agredir frentista; No domingo, ele foi intimado pelo TSE a esclarecer sobre operações policiais relacionadas ao transporte de eleitores

    Silvinei Vasques
    Silvinei Vasques Foto: Carolina Antunes/PR

    Daniel Reisda CNN

    Nomeado diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF) em abril de 2021, Silvinei Vasques comanda o efetivo da policial que tenta dispersar os protestos contra o resultado da eleição presidencial que bloquearam rodovias do país desde a segunda-feira (31).

    Natural de Ivaiporã, Paraná, Vasques, que pertence aos quadros da PRF desde 1995, exerceu atividades de gerência e comando em diversas áreas do órgão. Ele foi superintendente nos Estados de Santa Catarina e Rio de Janeiro, e atuou como Coordenador-Geral de Operações.

    Também exerceu os cargos de Secretário Municipal de Segurança Pública e de Transportes no Município de São José, em Santa Catarina, entre os anos de 2007 e 2008.

    De acordo com seu currículo, disponível no site do governo federal, o diretor-geral é graduado em Ciências Econômicas pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC); em Direito pela Universidade do Vale do Itajaí (Univali); em Segurança Pública pela Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul); e em Administração de Empresas pela Universidade Estadual de Santa Catarina (UDESC).

    Agressão a frentista

    Vasques foi alvo de processo interno da PRF que recomendou a sua expulsão da corporação por agressão a um frentista de um posto de gasolina. A expulsão só não ocorreu porque o caso prescreveu, revelam documentos obtidos pela CNN.

    O episódio ocorreu no município de Cristalina, em Goiás. No dia 17 de outubro de 2000, o frentista Gabriel de Carvalho Rezende registrou boletim de ocorrência relatando ter sido agredido com socos e chutes por Vasques.

    Segundo o frentista, a agressão foi iniciada após Vasques ser informado que o posto não tinha o serviço de lavagem de carros.

    Operações de transporte de eleitores

    O diretor-geral foi intimado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a prestar esclarecimentos sobre operações policiais relacionadas ao transporte de eleitores no segundo turno das eleições, no domingo (30).

    A PRF realizou mais de 500 operações no transporte de eleitores – suspensas após pedido da Justiça Eleitoral. De acordo com o presidente do TSE, ministro Alexandre de Moraes, as operações não impediram eleitores de chegarem aos seus locais de votação.

    No sábado (29), Silvinei Vasques publicou em seu Instagram uma imagem com a foto da bandeira do Brasil e escreveu: “Vote 22, Bolsonaro presidente”. A publicação foi apagada horas depois.

    Fotos – os protestos de apoiadores de Bolsonaro contra o resultado das eleições após derrota nas urnas