Quem tem que avaliar é a população, diz Mayra sobre depoimento à CPI

Secretária do Ministério da Saúde afirmou à CNN que seu objetivo foi o de dizer 'as verdades que a população brasileira precisava ouvir'

Mayra Pinheiro, secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, presta depoimento na CPI da Pandemia
Mayra Pinheiro, secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, presta depoimento na CPI da Pandemia Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado (25.mai.2021)

Da CNN, em São Paulo

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Ouvida pela CNN após prestar depoimento à CPI da Pandemia, a secretária de Gestão do Trabalho do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro, afirmou que vai ser “a população” quem vai avaliar a sua fala à comissão.

“Eu quis explicar ao Brasil aquilo que eu nunca tive a oportunidade de falar”, disse à repórter Rachel Vargas. A secretária foi inquirida por senadores na condição de testemunha da investigação sobre possíveis ações e omissões do governo federal que possam ter agravado a situação da pandemia no Brasil.

Colocando a intenção de falar, através da CPI, para o público geral, Mayra Pinheiro afirmou que procurou dizer “as verdades que a população brasileira precisava ouvir” e “as orientações que a população não tem”.

Defensora do chamado “tratamento precoce”, com medicamentos que não possuem eficácia comprovada contra a Covid-19, a secretária do Ministério da Saúde reiterou a posição da adoção das drogas no combate à doença. “Esses medicamentos [hidroxicloroquina] não curam a Covid, ninguém disse isso. Mas ajudam a reduzir internações.”

Na última semana, a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec), órgão de assessoramento do Ministério da Saúde, colocou em consulta pública um relatório de diretrizes para o tratamento hospitalar de pacientes com Covid-19 no Sistema Único de Saúde (SUS).

O documento não recomenda a utilização de cloroquina, hidroxicloroquina, azitromicina e ivermectina. 

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